terça-feira, 28 de agosto de 2007

26 de junho de 2007

Existem coisas básicas da vida que, mesmo sendo hiper simples, conseguem me tirar do sério profundamente. Cada vez que penso na possibilidade desse tipo de situação se tornar eterna na minha vida, à medida que vai ocorrendo com freqüência, fico ainda mais puta. Uma delas é o fato de quase nunca conseguir viajar sozinha com o meu namorado. Já estamos juntos há dois anos e meio, e até agora consegui viajar com ele apenas duas vezes. Sempre, mas S-E-M-P-R-E que resolvemos ir a algum lugar pro qual a família buscapé dele também vai, a "parentada" já trata de convocar dois ou três pra se enfiarem no carro com a gente. Eles não perguntam "vcs podem levar fulano, cicrano e beltrano?". Ao invés disso, minha sogra já vai dizendo "vc VAI TER QUE LEVAR fulano, cicrano e beltrano". Acho o cúmulo isso, agradeço por não ter uma família inconveniente, mas estou ficando farta. Cacetes voadores, eu tenho 21 anos, não tenho filhos, enteados ou cachorro... será que não sou merecedora do direito de viajar com meu namorado, ouvindo o cd que quisermos, parando na estrada quantas vezes estivermos a fim, almoçando onde der na telha? Nas últimas férias, ele gastou uma grana alugando uma casa legal no litoral Norte, em um condomínio super chique, e fez o favor de levar todos sem cobrar um centavo. Além de ficarem reclamando de tudo o tempo todo, fazerem comida e não chamarem a gente pra comer (teve um dia que precisamos ir à praia comer pastel), ainda enfiaram toda a "comilança" no nosso carro, pq iríamos um dia antes. Resultado: faltou espaço pra nossa tv -- já que só havia um aparelho na sala da casa, levaríamos um pra colocar no nosso quarto. No fim, nem chegamos perto da televisão, pq o povo ficava o tempo inteiro vendo novela das seis e demais programas toscos. Daqui poucos meses teremos que viajar de novo, pra ir ao casamento da prima do meu queridíssimo, pois ambos somos padrinhos. E, claro, já ANUNCIARAM que vamos ter que levar algumas pessoas no nosso carro. Mas deixa estar... quero ser um pastel de queijo se, dessa vez, não conseguir fugir de todos um dia antes.