quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Hoje, finalmente, vou postar o desafio da Ju, que já estava pronto desde antes de perder meu antigo blog. São sete coisas sobre a minha vida que fazem mta diferença:

Apesar de ter nascido há 21 anos e 9 meses, conheço minha melhor amiga há 21, mais especificamente desde que ela nasceu. Nossos pais sempre foram amigos, por isso temos essa convivência de longa data. Hoje ela faz faculdade em outra cidade, mas sempre que vem visitar os pais, divide o tempo em casa entre a família e eu. Sempre temos milhares de assuntos pra colocar em dia, colecionamos centenas de fotos juntas – desde bebês até os dias atuais – e nunca perdemos contato. Nossa única briga aconteceu quando tínhamos 14 anos e, por conta disso, passamos um ano sem conversar. Hoje achamos graça nessa história toda, mas a verdade é que ela fez muita falta durante esse ano.

Já comprei muita roupa pra fugir de vendedora chata – quando minha mãe era quem bancava minhas despesas pessoais, é claro. Não tinha a mínima noção de dinheiro, não dava valor às coisas que recebia de mãos beijadas e acabava levando pra casa roupas que sabia que nuuunca usaria, de tanto ouvir vendedora falando “ficou linda em você” (o que, afinal de contas, faz parte do trabalho delas, né?). Trabalhar e ter contas a pagar, assim como conviver com gente de carne e osso, que tem que ralar muito pra conseguir se manter, foi a melhor escola que eu tive. Como sempre estudei em escola particular, antes de entrar na faculdade só tive amigas mimadas, que não precisavam fazer nada pra ter o que tinham.

Como meus pais são empresários, quando criança, sempre tive certeza que também teria meu próprio negócio quando crescesse. Nem passava pela minha cabeça a idéia de não seguir o mesmo caminho deles. Mal sabia eu que a classe média passaria por esse massacre pelo qual vem passando... nem imaginava a dor de cabeça que empresários têm; as palavras “ação” e “trabalhista” nem existiam no meu dicionário.

Lá pelos meus 14, 15 anos, conheci um projeto de barango que morava perto de casa. Ficamos pouquíssimas vezes e, quando ele resolveu me dar um fora, passei cerca de 20 minutos chorando, aos prantos, porque tinha certeza que nosso casinho iria longe. Mesmo ele sendo bem mais ou menos, eu sonhava em ter alguém por perto, que pudesse ver a qualquer hora (logo depois do almoço, no meio da tarde...) ahahahaha Tomar um toco do rapazinho tinha acabado com meus planos de “thyrsa”. Seria tão difícil arrumar outra pessoa tão perto de casa!!! E aquilo era uma prioridade pra mim. Por ironia do destino, hoje namoro um cara que vive há quase mil quilômetros de distância da minha casa.

Odeio malhar no calor. Basta as temperaturas caírem pra eu voltar a freqüentar a academia com assiduidade. Nos dias frios, além de não suar freneticamente e não ficar tão cansada, o ambiente fica mais tranqüilo, já que, no frio, muita gente perde a coragem de se exercitar e acaba ficando em casa.

Minha mãe tinha a mania de mandar a cabeleireira cortar meu cabelo curtinho, na altura das orelhas, quando eu era criança. Nunca tive cabelo comprido até os 17 anos. Como já estava acostumada com os cortes esquisitinhos ditados pela minha mãe, deixava os fios chegarem no máximo até os ombros. Hoje eles são compridos, mas não tanto quanto eu queria.

Pouco antes de completar 17 anos, coloquei próteses de silicone – que foram como divisores de água na minha vida. Não acho legal ser obcecada por uma boa aparência, mas admito que, de menininha quietinha e sem sal, me transformei em uma pessoa segura e comunicativa. Quando minha briga travada com o espelho desde o início da adolescência acabou, fiquei mais vaidosa e passei a gostar realmente de mim.