terça-feira, 28 de agosto de 2007
18 de junho de 2007
Pouco mais de um ano da separação da minha meia-irmã , mais uma vez estou pagando por me apegar muito às pessoas. Dessa vez quem terminou um relacionamento foi minha irmã mais nova, de 19 anos. Sei que não tenho nada a ver com isso e posso até parecer uma otária por ficar tão abalada, mas meus últimos dois dias têm parecido uma pintura em P&B. Meu cunhado é um anjo bom que esteve nas nossas vidas por quase quatro anos, apesar de todos sempre acharem os dois mto novos pra levar um namoro tão a sério. A verdade é que esse cara fez por mim coisas que muita amiga nunca tinha feito. Já varou madrugadas dirigindo, depois de um dia cheio de trabalho, pra buscar meu noivo nesses aeroportos da vida, porque a tonta aqui morre de medo de dirigir na estrada à noite. Já deu todos os conselhos bons que eu precisava ouvir, sempre nos momentos mais oportunos, e nunca deixou de demonstrar a preocupação e carinho que sentia por toda a minha família. E, como muitos faziam questão de me contar, era só alguém tocar no meu nome pra falar mal perto do meu fiel escudeiro, que na mesma hora ele dizia poucas e boas e esculachava o abusado. Não podem me obrigar a esquecer meu amigão de uma hora pra outra. Não é fácil apagar da memória tanta conversa engraçada, assim como vários sábados e domingos à toa, dos quais o tédio passava longe graças a sua presença. Com meu ex-cunhado, tudo ficava engraçado. Tomar cerveja, comer salame, viajar, fazer churrasco, lavar o carro, pegar carona... até os almoços chatíssimos em família, quando que vc sempre tem que fingir que estava morrendo de saudades de algum parente palhaço, mas na verdade mal agüenta olhar pra cara do mesmo. Minha irmã que me perdoe, mas eu vou ser obrigada a manter contato, porque amigos como esse a gente dificilmente encontra por aí.
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