Assistindo àquele episódio de Friends, quando a Phoebe vai conhecer os pais do Mike e fica toda preocupada em agradá-los, lembrei de uma das minhas ingênuas babaquices às vésperas de conhecer a família do meu namorado. Acredito que esse tipo de preocupação é super comum, mas nada prática. Sejamos realistas: por mais que a mulher consiga agradar à primeira vista, se não for ela mesma, algum dia vai acabar sendo descoberta. Pois bem... logo eu, a típica menina branquela do Sul do País, adepta do bronzeamento artificial no verão, fiquei com medo que a paulistada me achasse muito pálida e corri pro salão. Pra quê? Pra testar o bronzeamento a jato (triste escolha). Pra começo de história, quem oferece esse tipo de serviço costuma dizer que o bronze dura cerca de 15 dias, o que não é verdade. A validade dessa coisa estranha é de uma semana e nada mais. Mas o pior ainda estava por vir. Depois de ser "jateada" pela mocinha do salão, tive que ficar quase uma hora em pé, de biquíni, sem encostar em nada, até a meleca secar. Pra ajudar, a queridíssima levou pra salinha um daqueles cabides altos de madeira (que as pessoas costumam usar pra pendurar as roupas que estão com preguiça de guardar no armário), pra que eu me apoiasse nele. Praticamente me pendurei no cabide e fiquei torcendo pra que a tortura acabasse logo, ao mesmo tempo me perguntando de onde havia tirado a lamentável idéia de fazer o tal jet bronze. Resumindo: gastei R$ 60 com uma palhaçada que quase me matou de exaustão e durou metade do tempo que eu esperava. E hoje em dia a família do meu namorado tá careca de saber que eu sou branquela, que sou ciumenta, que sou exigente, que não sou do tipo que coloca a comidinha no pratinho do bonitinho, que não vou dar moleza quando ele casar comigo e, principalmente, que ele não vai casar enganado, porque (exceto quando me fingi de gata bronzeada) sempre fui sincera em relação ao meu jeito doido de ser.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
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