terça-feira, 28 de agosto de 2007

10 de julho de 2007

"Investiu as economias em uma cirurgia para aumentar os seios, participou da seleção global escondida do namorado, mas... não conseguiu. 'Chorei uma noite inteira', conta. 'Na manhã seguinte, decidi que não desistiria'. Uma ano mais tarde, ela emplacou". "Depois da primeira tentativa fracassada, em 2005, colocou na cabeça que precisaria melhorar muito para aumentar suas chances. 'Queria emagrecer. [...] perdi 5 quilos e 10 centímetros de cintura'. Também clareou o cabelo e comprou creme dental branqueador para ficar com o sorriso mais bonito". "Um bom exemplo para todos nós, ela resolveu partir para a ação e conquistar um visual incrível para garantir sua vaga no BBB7. Siri tem força de vontade e quer vencer na vida. 'A concorrência é muito grande para entrar no programa. Ser apenas legal ou divertida não adianta. Então, fiz regime, gastei meu dinheiro em academia e coloquei silicone. Fala sério: ralei para entrar no Big Brother'". Esses foram lamentáveis trechos de uma entrevista que li, com a tal Siri, ex-BBB. E, confesso, fiquei chocada ao saber o que as pessoas pensam sobre figuras como essa: "Ela demonstrou ser uma mulher perseverante, ousada"; "Sua história de vida só comprova que ela é uma guerreira nata, encantadora"; "Um modelo de mulher culta, moderna, sexy e batalhadora". Não me admiro ao saber que este País está como está, quando vejo o que se pensa a respeito de mulheres dessa estirpe. Então quer dizer que devemos nos inspirar em alguém que acredita que o sucesso profissional depende de peito e cinturinha? Nada contra o silicone, mtos aqui sabem que tbm desfilo essas milagrosas próteses há alguns anos. Mas aderi a elas a fim de melhorar a auto-estima, não como se isso fosse uma tentativa de me dar bem na vida. Se a tecnologia está aí pra nos ajudar, por que não tirar proveito? Sou a favor da vaidade feminina, mas daí a acreditar que o visual é a salvação profissional de uma mulher, há uma grande diferença. Cuidar do corpo e malhar não é sacrifício nenhum. Pelo contrário, deveria ser uma obrigação. Afinal de contas, trata-se também de uma preocupação com a saúde. Clarear o cabelo? Desde quando a cor do cabelo determina o sucesso (ou insucesso) de uma mulher? Ah, se ela queria um sorriso bonito, deveria se candidatar à garota-propaganda da Colgate, não ao Big Brother. Isso mais parece conversa de mulher burra que qualquer outra coisa. Pessoas inteligentes não costumam apostar todas as suas fichas nesse tipo de coisa. E participar de porcarias como o Big Brother está longe de qualquer sinônimo de cultura. Sinto pena de gente que admira uma cidadã como essa, que precisa forçar sotaque de caipira pra parecer humilde, na tentativa de faturar um milhão de reais à custa de tantos trouxas.