terça-feira, 28 de agosto de 2007
20 de junho de 2007
Apesar de não parecer difícil ser meio vagaba - se fosse, essa raça estaria em falta, ao contrário do que acontece hoje em dia -, tenho percebido a competência de algumas atrizes principalmente quando elas interpretam esse tipo de mulherzinha. Depois do furacão Sandra (personagem de Danielle Winits em Páginas da Vida), agora todos os holofotes se voltam para a Bebel, interpretada pela Camila Pitanga. A prostituta baiana quase mata todo mundo de rir quando olha pro Olavo (Wagner Moura), seu peguete-praticamente-namorado e diz "cuequinha maneira, hein meu goxxxtoso!" ou "não esqueça que eu sou uma mulé de catiguria". Agora que ela está tendo aulas de etiqueta com a Virgínia (Yoná Magalhães), suas cenas estão ainda mais hilárias. Quando pensei em escrever esse post, logo imaginei comentários do tipo "não vejo novela e acho uma merda". Entendo que muita gente ache que isso é coisa de mulher burra ou desocupada, afinal de contas esses rótulos preconceituosos foram criados há longa data. No entanto, é algo que não me incomoda. Respeito quem não gosta, mas não deixo de ver pelo que essas pessoas pensam. Fiz quatro anos de faculdade e nesse período não podia me dar o luxo de ver novela das oito, nem que quisesse. Meu trabalho me obriga a ler todos os jornais do dia, a manhã inteira, fora os telejornais da manhã, da tarde e da noite, pois sou obrigada a me manter informada. Será que é um pecado muito grande, depois de uma enxurrada diária de notícias (quase todas ruins), alguém querer descontrair um pouco, curtindo uma novela??
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