terça-feira, 28 de agosto de 2007
6 de julho de 2006
Sentir-se fora do habitat natural na sua própria casa é uma das piores coisas que pode acontecer com uma pessoa. Nos últimos tempos, é isso que me ocorre. A cada dia me convenço mais e mais que aquela casa não é meu lugar. Não pela casa, de forma alguma. Lá sempre tive conforto e comodidade, não posso reclamar. Mas algumas coisas que acontecem dentro desse lugar que chamo de lar me deixam indignadíssima! O que mais me tira do sério, na verdade, é lidar com uma irmã adolescente. Apesar de que, acredito eu, 18 anos já seja uma idade pra deixar de lado essas manias "aborrecentes". Não gosto de ver minha irmã tentando enrolar minha mãe pra tirar cada vez mais dinheiro dela, mesmo sem fazer nada por ninguém lá em casa e nem por ela mesma. Bater perna o dia inteiro e só passar em casa pra comer e pegar dinheiro é sua rotina. Apesar de nem pensar em trabalhar e estar atrasada no colégio (que, mesmo sendo o mais caro da cidade e custando mais que minha faculdade, ela freqüenta no máximo duas vezes por semana), é a pessoa mais consumista do mundo e a mais gastadora da casa. Pra completar, minha querida irmã enche a casa de amigos todo final de semana e deixa toda a bagunça das festinhas pra outras pessoas (no caso, eu) limparem, já que não temos empregada aos sábados e domingos. Eu, quando não viajo, passo os fins de semana como a "Solineuza" da família, pra poupar um pouco minha mãe. Estar na mesa almoçando e ver chegar uma criatura que torce o nariz pra comida todos os dias e passa o resto do dia reclamando de doenças (inexistentes) também é algo que não me agrada. Mas existem pessoas que não admitem ser repreendidas nunca, pois preferem continuar no egoísmo e na vadiagem pro resto da vida. É muito mais fácil, não é? Ainda mais quando, mesmo sendo assim, a garota sempre dá a última palavra, decidindo tudo que acontece em casa, desde onde fica a televisão, até quem vai almoçar em casa. Não tenho muita vontade de ter filhos, mas se um dia tiver, vou fazer uma lista enumerando várias atitudes da minha mãe, pra não tê-las com meus filhos. Ela é muito boa, maravilhosa mesmo. Mas esquece que todas essas regalias agora só vão atrapalhar a gente no futuro. Tenho pena da minha irmã, porque essa vai sofrer muito quando cair na real e for obrigada a levar uma vida como a de qualquer reles mortal. Eu, graças a Deus, vou pra casa do meu namorado esse finde. E só volto daqui a três semanas. Pobres dos que ficam.
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