sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O desânimo tem imperado por aqui, nos últimos dias. Por isso passei um tempo sem postar. Não só por isso, também pq estava viajando. Quando voltei pra casa, tive a péssima notícia: Tio Mala e Mogli, o Menino Lobo, estavam a caminho.
As vezes me sinto um monstro por falar assim, pq esse meu tio ficou viúvo há pouco mais de um ano, com um filho de três anos de idade, e imagino que isso não deve ser pouca coisa. Mas nem pensar nisso me dá a paciência necessária pra aturar essa criança (meu primo) sem precisar de umas duas aspirinas. Eles moram há cerca de 500 km da minha cidade e, a cada poucos meses, resolvem ligar pra dizer que estão vindo passar uns dias na nossa casa.
Mogli é o apelido dado por mim e pela minha irmã, porque ele mais parece um animal selvagem que uma criança. É claro que a culpa é toda do Tio Mala, que faz tuuuuudo o que um pai não deveria fazer. Ontem, como todas as vezes em que eles vêm pra cá, a hora do banho do menino é o maior berreiro. Ele grita, esperneia, meu tio grita mais alto, fala todos os palavrões do mundo, e a casa parece tremer por pelo menos 20 minutos. É a maior gritaria, barraco total, ninguém agüenta e, mesmo assim, meu tio não parece sentir o menor constrangimento pela situação criada.
Entre as coisas irritantes que acontecem qdo o Tio Mala está aqui (além da total falta de privacidade), é a mania que ele tem de ficar pedindo mil coisas e dando palpite enquanto fazendo. Tipo o dia em que pediu que eu fizesse café depois do almoço. Aí sentou do lado do fogão e ficou dizendo: "sabe que, qdo a água ferve, não dá pra usar pro café? Tira o sabor...". Dá vontade de mandar tomar lá onde não pega sol, sinceramente.
Mogli é a criança mais mal educada da face da Terra. E acredito que, se eu tivesse um filho assim, que não soube educar e sob quem não tenho o mínimo controle, não teria coragem de me hospedar na casa de outras pessoas. Teria vergonha, certamente. Pra completar, não tem uma comida que é colocada na mesa, que ele não diga que não quer comer. Além de não querer, fecha a cara e faz bico, típico de crianças mimadas e insuportáveis. Agora vou descer pra comer a pizza que ele acabou de berrar (sim, ouvi do meu quarto, com a porta fechada) que não vai comer. E imagino que ele está, nesse momento, assim como na hora do almoço, sentado no chão, gritando e chorando.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

O aeroporto no qual geralmente embarco com destino a São Paulo está sempre lotado de gringos. Quando não tenho muito o que fazer por lá (além de esperar, relaxar e gozar), costumo dar uma olhada ao meu redor pra tentar me divertir. Não sei o que leva essa gente a ser tão brega e tão mal vestida. Devem achar que o Brasil é selva, não é possível! A maioria faz o tipo Indiana Jones, com aqueles shortinhos cáqui, câmera fotográfica pendurada no pescoço, chapéu esquisito, meião branco...
As mulheres são horrorosas, geralmente gordas e com bochechas rosadas; cabelo despenteado, preso de qualquer jeito em um coque no alto da cabeça; shortinhos curtos e, pra finalizar, chinelos Havaianas -- que elas acham super chiques!!! O cheiro sempre é péssimo, não sei por que essa gente odeia tanto um bom banho.
Tudo bem que hoje em dia viajar de avião não tem mto glamour e que os aeroportos mais parecem rodoviárias. Mas nem por isso eu desfilaria de chinelão de dedo pelos corredores, como se estivesse na praia. Acho que o mínimo de bom senso não mata ninguém.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Skol Lemon

Ontem me peguei pensando se ainda existe essa cervejinha sem vergonha. Se me perguntassem se deveria continuar sendo fabricada, eu não teria dúvida: N-Ã-O! Definitivamente não! Poderia, inclusive, dizer que essa foi a pior invenção cervejística dos últimos 100 anos (no mínimo).
Criaram uma cerveja pra quem não gosta de cerveja. Sim, porque quem gosta não tem coragem de tomar uma long neck sequer dessa porcaria. Não tem nada a ver com cerveja, nem de longe lembra o gosto real dessa magnífica bebida. Parece alguma coisa misturada com molho agridoce. Ao invés de fazer apenas uma adaptação, a Skol pecou em adocicar o negócio a ponto de perder o sabor característico da loira gelada (ok, pareço um homem falando assim ahahahahaha mas confesso que adoro cerveja).
Lembro qdo vi a propaganda da Skol Lemon pela primeira vez. Deu aquela vontade louca de experimentar. Um dia, chegando em São Paulo, recebi uma ligação do meu namorado. A caminho do aeroporto, ele contou que havia passado em um posto pra abastecer o carro e aproveitou pra comprar dois kits long neck de Skol Lemon, pra gente experimentar. Engana-se quem me achar mto dramática, mas a verdade é que foram os reais mais mal gastos de sua vida. Aquelas garrafinhas passaram meses na geladeira, até que alguém resolveu dar um fim a elas (só não me perguntem qual foi).
Não conheço um cristão que tenha aprovado essa triste idéia da Skol e até a considero uma ofensa aos fãs de cerveja. Espero que ela não mais exista, espero não ter que encarar essa frustrada criação quando estiver andando de forma serena e distraída por um supermercado. Até cerveja Belco deve ser melhor que isso.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Tá f*** postar aqui. Maldita a hora que a weblogger resolveu fazer aquela confusão toda!
Quanto mais eu mexo, menos aprendo. Se alguém puder responder minhas perguntas, acho que vou me animar um pouco... pq no momento estou à beira da desistência!
1) Como eu faço pra colocar meu perfil em cima dos arquivos? Não quero que ele fique láááá embaixo, escondido...
2) Tem como colocar meus fanlistings do weblogger??
3) Como faço pra que meus posts fiquem todos justificados, ao invés de alinhados à esquerda?
4) Quando fui escrever meu perfil, mesmo dando enter mil vezes, as frases não pularam linhas umas entre as outras. Por que as palavras ficam todas grudadas???
5) E pra linkar os blogs amigos, como faço hein??????
6) Por que, ao abrir os comentários e clicar no nome de quem comentou, o blog dessa pessoa não abre logo????

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Hoje, finalmente, vou postar o desafio da Ju, que já estava pronto desde antes de perder meu antigo blog. São sete coisas sobre a minha vida que fazem mta diferença:

Apesar de ter nascido há 21 anos e 9 meses, conheço minha melhor amiga há 21, mais especificamente desde que ela nasceu. Nossos pais sempre foram amigos, por isso temos essa convivência de longa data. Hoje ela faz faculdade em outra cidade, mas sempre que vem visitar os pais, divide o tempo em casa entre a família e eu. Sempre temos milhares de assuntos pra colocar em dia, colecionamos centenas de fotos juntas – desde bebês até os dias atuais – e nunca perdemos contato. Nossa única briga aconteceu quando tínhamos 14 anos e, por conta disso, passamos um ano sem conversar. Hoje achamos graça nessa história toda, mas a verdade é que ela fez muita falta durante esse ano.

Já comprei muita roupa pra fugir de vendedora chata – quando minha mãe era quem bancava minhas despesas pessoais, é claro. Não tinha a mínima noção de dinheiro, não dava valor às coisas que recebia de mãos beijadas e acabava levando pra casa roupas que sabia que nuuunca usaria, de tanto ouvir vendedora falando “ficou linda em você” (o que, afinal de contas, faz parte do trabalho delas, né?). Trabalhar e ter contas a pagar, assim como conviver com gente de carne e osso, que tem que ralar muito pra conseguir se manter, foi a melhor escola que eu tive. Como sempre estudei em escola particular, antes de entrar na faculdade só tive amigas mimadas, que não precisavam fazer nada pra ter o que tinham.

Como meus pais são empresários, quando criança, sempre tive certeza que também teria meu próprio negócio quando crescesse. Nem passava pela minha cabeça a idéia de não seguir o mesmo caminho deles. Mal sabia eu que a classe média passaria por esse massacre pelo qual vem passando... nem imaginava a dor de cabeça que empresários têm; as palavras “ação” e “trabalhista” nem existiam no meu dicionário.

Lá pelos meus 14, 15 anos, conheci um projeto de barango que morava perto de casa. Ficamos pouquíssimas vezes e, quando ele resolveu me dar um fora, passei cerca de 20 minutos chorando, aos prantos, porque tinha certeza que nosso casinho iria longe. Mesmo ele sendo bem mais ou menos, eu sonhava em ter alguém por perto, que pudesse ver a qualquer hora (logo depois do almoço, no meio da tarde...) ahahahaha Tomar um toco do rapazinho tinha acabado com meus planos de “thyrsa”. Seria tão difícil arrumar outra pessoa tão perto de casa!!! E aquilo era uma prioridade pra mim. Por ironia do destino, hoje namoro um cara que vive há quase mil quilômetros de distância da minha casa.

Odeio malhar no calor. Basta as temperaturas caírem pra eu voltar a freqüentar a academia com assiduidade. Nos dias frios, além de não suar freneticamente e não ficar tão cansada, o ambiente fica mais tranqüilo, já que, no frio, muita gente perde a coragem de se exercitar e acaba ficando em casa.

Minha mãe tinha a mania de mandar a cabeleireira cortar meu cabelo curtinho, na altura das orelhas, quando eu era criança. Nunca tive cabelo comprido até os 17 anos. Como já estava acostumada com os cortes esquisitinhos ditados pela minha mãe, deixava os fios chegarem no máximo até os ombros. Hoje eles são compridos, mas não tanto quanto eu queria.

Pouco antes de completar 17 anos, coloquei próteses de silicone – que foram como divisores de água na minha vida. Não acho legal ser obcecada por uma boa aparência, mas admito que, de menininha quietinha e sem sal, me transformei em uma pessoa segura e comunicativa. Quando minha briga travada com o espelho desde o início da adolescência acabou, fiquei mais vaidosa e passei a gostar realmente de mim.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Bom, meus queridos e queridas, após cinco anos postando no endereço http://www.confusedgirl.weblogger.com.br/, perdi o blog do meu heart devido a mudanças da Weblogger. Como eles inventaram uma história de confirmar cadastro por email e eu não usava há séculos o email com o qual estava cadastrada (e o mesmo chegou a ser desativado), não tive como confirmar porcaria nenhuma. Já publiquei meus post antigos a partir do meio de 2006 e a partir de agora é aqui que eu escrevo. O problema é que eu não entendo N-A-D-A de Blogspot, por isso vou levar um bom tempo pra aprender e conseguir mudar esse template feioso. Caso alguém tenha tempo e disposição pra criar um pra mim, eu ficaria mtoooooo, mas mtoooooo grata (folgada, quase nada ahahaha)
That's all folks!!!!!

24 de agosto de 2007

Há alguns meses descobri um eficiente método para equilibrar minhas finanças pessoais, que vem servindo bem como medida de economia. Ao contar a uma amiga, ela disse que sou engraçadíssima a-ha-ha... ao menos assumiu que minha tática não é lá tão ruim. A medida consiste em anotar tudo o que se tem vontade de adquirir. No meu caso, uso a agenda, elaborando uma relação de todos os mil itens que sinto vontade de comprar, na última página de cada mês. Por exemplo: subitamente brota na minha cabeça a idéia de que preciso de uma bota preta, uma legging, uma minissaia (aliás, não lembro quando foi a última vez que usei isso), um perfume e uns óculos. Uma mulher em sã consciência não pode simplesmente agir da maneira mais prazerosa e descontrolada - que seria correr ao shopping e torrar uma grana em todos esses apetrechos. Muitas pensam que é só passar no cartão, parcelar em 10 vezes, entre outras ilusões, como se não tivessem que pagar de qualquer maneira. A mulher cuja razão ainda funciona não se permite levar pelo impulso do consumismo, como a maioria faz. Ao contrário, pega sua agendinha, corre os dedos até a última página do mês, anota sua nova idéia mirabolante e segue a vida tranqüilamente. Quando chegar o fim do mês, basta riscar o que já foi adquirido e copiar o restante na última página do próximo mês. Nesse meio tempo, é provável que seja constatada a desistência de várias coisas. Conclusão: você não precisava daquilo, nem queria taaaaanto assim, mas por pouco não comprou, apenas por capricho, e acabou se arrependendo. Essa idéia de criar uma "lista de desejos" é excelente pra controlar mulheres como eu, que as vezes vêem uma atriz qualquer da novela das oito (ou seria das nove?) usando um vestido esquisito e já enfia na cabeça que NE-CES-SI-TA de um tal e qual aquele, mesmo sem saber se vai ficar bem no trapinho. Conselho de amiga: refletir é preciso. Se continuar nesse ritmo, logo o Financial Times me descobre ahahahahahaha

23 de agosto de 2007

Como não gosto de fazer o gênero deprê, não vim aqui hoje pra falar da minha vida. Essa semana tem sido conturbada e várias pessoas que amo mto estão repletas de problemas cabeludos. Como não posso fazer nada por ninguém e me sinto afetada com tanta porcaria ao mesmo tempo, bate um desânimo sem tamanho. Mas vida que segue, procuro ser otimista porque tenho certeza que tudo acaba se resolvendo. Pra descontrair um pouco, lá vai a última dos nossos queridíssimos deputados: DEPUTADOS FICAM INDIGNADOS COM O PROGRAMA "CASSETA & PLANETA" Pressionada por deputados, a Procuradoria da Câmara vai reclamar, junto à Rede Globo, das alusões feitas no programa "Casseta & Planeta" de terça-feira passada. Os parlamentares reclamaram especialmente do quadro em que foram chamados de "deputados de programa". Nele, uma prostituta fica indignada quando lhe perguntam se é deputada. O quadro em que são vacinados contra a "febre afurtosa" também provocou constrangimento. Na noite de quarta-feira, um grupo de deputados esteve na Procuradoria da Câmara para assistir à fita do programa. Segundo o procurador Ricardo Izar (PMDB-SP), duas parlamentares choraram (ahahahahahaha quem sente vontade de chorar somos nós, diante de tanta safadeza, senhores deputados!!!). NOTA DE ESCLARECIMENTO dos integrantes do Casseta & Planeta: "Foi com surpresa que nós, integrantes do Grupo CASSETA & PLANETA, tomamos conhecimento, através da imprensa, da intenção do presidente da Câmara dos Deputados de nos processar por causa de uma piada veiculada em nosso programa de televisão. Em vista disso, gostaríamos de esclarecer alguns pontos: 1. Em nenhum momento tivemos a intenção de ofender deputados ou prostitutas. O objetivo da piada era somente de comparar duas categorias profissionais que aceitam dinheiro para mudar de posição. (excelente!) 2. Não vemos nenhum problema em ceder um espaço para o direito de resposta dos deputados. Pelo contrário, consideramos o quadro muito adequado e condizente com a linha do programa. 3. Caso se decidam pelo direito de resposta, informamos que nossas gravações ocorrem às segundas-feiras, o que obrigará os deputados a interromper seu descanso. E fim de papo!!!!

22 de agosto de 2007

Hoje, mais uma vez, fui obrigada a me incomodar ao receber a bomba de todos os meses, chamada "fatura do celular". Pelo segundo mês consecutivo, a operadora tentou me cobrar ligações de um número que, apesar de nem ter o ddd da minha cidade, simplesmente foi habilitado no meu nome. Há cerca de dois meses fui vítima do seguinte golpe: alguma vagaba qualquer ligou na Tim pedindo pra habilitar mais um número no meu nome, como se fosse eu quem estivesse falando. De repente, o valor da minha conta QUA-DRI-PLI-COU!!! Pois mesmo tendo desligado esse número que nunca me pertenceu, a operadora novamente enviou chamadas feitas por ele na fatura desse mês. E eu, que não sou otária (nem milionária) pra bancar gastos de criminosos, mais uma vez tentei pôr um ponto final na história. Decidi aproveitar meu momento de fúria, passar a mão no telefone e dar um esculacho em quem quer que me atendesse. Iria chamar de incompetente, amaldiçoar as próximas dez gerações da sua família, solicitar o fim das linhas que estavam no meu nome, enfim, uma série de atitudes de gente barraqueira quando chega no auge da loucura. Fiquei pendurada por quase meia hora no telefone, até conseguir falar com uma funcionária da Tim. Pensei: "chega de palhaçada, me fizeram de boba mas agora vão me ouvir". E, novamente, os habituais bons modos me prejudicaram ahahahaha É claro que eu não consegui xingar a moçoila simpática, que explicava freneticamente que eu não voltaria a me estressar por conta de cobranças indevidas. É, minha gente, eu definitivamente não nasci pra chocar ou colocar medo em ser humano algum ahahahaha Mudando de assunto, ontem tomei vergonha na cara e finalmente linkei meus queridíssimos visitantes. Dêem uma olhadinha ao lado e, caso eu tenha esquecido de alguém, não hesitem em me avisar nos comentários.

21 de agosto de 2007

Meus queridos leitores, tomei um chá de sumiço por uns dias porque estive viajando e só voltei ontem. A viagem foi ótima, com exceção do flatulendo japonês/chinês/coreano ou algo que o valha, que sentou na poltrona ao lado da minha ahahahahaha Ontem à noite tentei postar parte da coluna do André Petry, publicada na última edição da Veja, que achei deveras interessante. Como o Weblogger não colaborou, estou postando agora. Amanhã prometo escrever algo que não seja retirado de revistas que não me pertencem. O filme proibido de Xuxa Nos camelôs de São Paulo, pode-se encontrar o vídeo do filme proibido de Xuxa por apenas 5 reais. [...] além de não conseguir desarmar os camelôs, Xuxa também está encontrando enormes dificuldades de impedir que seu filme proibido apareça no YouTube. O YouTube diz que tenta cumprir a sentença judicial, expurgando o longa de seus arquivos, mas admite que é difícil fazê-lo diante dos mais de 60.000 vídeos que são postados todos os dias no site. O filme em questão é Amor Estranho Amor, de 1982 [...]. Em seu papel de estréia no cinema, Xuxa interpretava uma ninfeta e, lá pelas tantas, sua personagem se debruçava, nua em pêlo, sobre um garoto de 12 anos com quem protagonizava cenas eróticas. Depois que virou "rainha dos baixinhos" e passou a cobrir até as canelas, Xuxa implicou com Amor Estranho Amor. Não quer que a fita seja vista por mais ninguém. No ano passado, recorreu à Justiça para impedir que um site pusesse o DVD à venda. [...] É interessante notar que o comércio ambulante, essa forma tão antiga de negociação, esteja se unindo à internet, esse mecanismo tão inovador de comunicação, e combatendo [...] um mesmo e obscuro mal: a censura. Sim, tirar Amor Estranho Amor das prateleiras das locadoras, do comércio, do Google, do YouTube, dos cinemas é uma forma de censura. Uma forma clara de censura. O que foi feito para ser público e se tornou público, público é. Do mesmo modo como foi censura, forma clara de censura, tirar do YouTube as cenas em que Daniella Cicarelli aparecia num entrevero caliente com seu então namorado numa praia da Espanha. O que foi feito em público, abertamente em público, público é. Quem não quiser, sendo figura pública, ver-se flagrado em cenas de incandescente intimidade que trate de protagonizá-las em recintos privados. Quem não quiser ver-se filmado em cenas eróticas com um garoto de 12 anos que não as faça. Ninguém forçou Daniella Cicarelli ou Xuxa a fazer o que fizeram. Ao bisbilhotar as cenas de ambas, [...] ninguém lhes viola a intimidade ou a privacidade - se alguém o fez, foram elas próprias. [...] É duro constatar que, para a Justiça brasileira, a vontade de Xuxa e Daniella se sobrepõe ao direito do público de ter acesso ao que é público. Daqui a pouco, quem sabe os juízes não criam um movimento em defesa de Elton John, o simplório que defendeu o fim da internet...

15 de agosto de 2007

Há tempos pensava em postar essa crônica da Cynara Menezes, publicada na revista Vip há alguns meses, que eu achei mtooooo engraçada. Mas aí esqueci de postar... e fui esquecendo, e esquecendo por mais e mais tempo. E hoje, durante meu edificante trabalho, lembrei. Então aí está ela, vale à pena ler:
MILLENE GLÜPCHEN - CONTINHO ANTIANORÉXICO PARA ESTÔMAGOS FORTES
Mal terminou de devorar o prato de alface, tomate cereja, rúcula e palmito pupunha grelhado, Millene Glüpchen sentiu um fastio daqueles. A barriga empanzinada, como se fosse explodir. Não conseguia nem pensar em sobremesa, ainda que estivesse com um desejo enorme de comer uma gelatina diet. Ou frozen iogurte. Tantos anos na carreira de modelo, tantas refeições parcas, folhas, folhas e mais folhas tinham que dar nisso: seu estômago murchou. Ficou pequenino. Satisfazia-se com qualquer grãozinho de pistache. Ela lembrava com lágrimas nos olhos da vida antes dos 13, quando ainda era só uma guria loira e pernalta, desengonçada como uma ema, correndo pelos pampas. Chegava em casa e se empanturrava de polenta frita fresquinha, recém-preparada pela mãe. Nas churrascadas fartas dos finais de semana, repetia o prato de arrozde- carreteiro, maionese de batata e picanha até a barriga doer, mas não a ponto de rejeitar o sagu ao vinho. Depois do concurso, acabou-se o que era doce. Houve recompensas, claro. Primeiro a temporada no Japão - ela, que nunca tinha saído da cidadezinha na fronteira com o Uruguai, ficou deslumbrada com os megaletreiros em néon. O negócio engrenou e daí para as passarelas internacionais - Paris, Nova York, Milão - foi um pulo. A menina tinha talento. Agora, aos 26, a vida passava como um filme diante do prato vazio, lambuzado de vinagre balsâmico. Já tinha ganhado muito dinheiro, sim, era rica. Podia até se dar ao luxo de parar e não trabalhar nunca mais. Pensando bem, por que não? SEGUNDA PARTE No consultório do cirurgião famoso, Millene rói as unhas. Está mais bronzeada e apenas alguns gramas menos delgada do que no ano anterior. O médico faz as perguntas de praxe: peso, altura, algum caso de câncer na família? Pressão alta? - Então, o que você tem em mente? - Eu quero fazer aquela cirurgia do estômago. - Redução? Mas você já é magra! - Não, doutor, quero aumentar meu estômago. O máximo possível. Passado o pós-operatório, Millene pôs seu plano em ação. Começou com as delícias de infância: durante meses, visitou diariamente todas as churrascarias rodízio da cidade, almoço e janta. A mãe mandava do Sul porções generosas de polenta caseira congelada, que a empregada fritava como lanchinho entre as refeições. Daí partiu para a pujança dos pratos mais pesados da culinária mundial: rabada, feijoada, cassoulet, dobradinha, lasanha, goulash. Em seguida, as variedades mais calóricas das cozinhas regionais brasileiras: leitão à pururuca com feijão-tropeiro, sarapatel, mocotó, barreado, buchada de bode, vatapá, maniçoba. Almoço e janta. Por fim, a doçaria das mais diversas partes do planeta. Ovos moles, toucinhos-do-céu, pastéis de Belém, fatias de Braga. Tiramisus, panetones, zeppoles, sfogliatellas, zabaiones, canolis sicilianos. Haleus, mil-folhas, malabies, ninhos de nozes. Cocadas, beijus, bolos recheados, ambrosias, pavês, mousses, frutas em compotas, doces de leite, goiabadas, bananadas, alfenins. No dia em que foi hospitalizada, pesava mais de 200 quilos. Era muito, mesmo para seu 1,80 m de altura. Já não se locomovia, mal saía de casa. Se na época de modelo não saía da cama por menos de 100 mil dólares, no final só se levantava por razões mais substanciosas. Uma coxinha de galinha, por exemplo. Melhor dizendo, uma dúzia. Suas últimas palavras, diante de uma travessa de brigadeiros, foram: - Ah, só mais um, vai. Deu um pequeno arroto (era gorda, não mal-educada) e morreu.

14 de agosto de 2007

Não sei por que cargas d'água os homens em geral têm o irritante hábito de implicar com outras pessoas sem motivo aparente. Digo "homens em geral" pq, quando reclamo pras minhas amigas dessa triste mania do meu namorado, raríssimas são as que não dizem "meu namorado tbm é assim". Se deus não me tivesse dado o dom de cortar o embalo do cidadão, as coisas não estariam fluindo bem há tempos. No entanto, sempre pensei que, se estamos em um relacionamento legal (tendo em mente, é claro, que é impossível que ele seja perfeito), precisamos aprender a conviver com certas manias do outro. Quando o sujeito resolve pegar no pé de alguma amiga, insinuando que ela não é boa companhia, eu faço questão de exigir argumentos. Não sou do tipo que pára de falar com alguém porque o namorado MANDOU. Sou do tipo que instiga o mesmo a apresentar, primeiramente, motivos reais pra que eu me afaste da pessoa. Caso o que ele tenha dito faça sentido, até aceito cortar relações. Mas se ele disser coisas totalmente fora do contexto, dou um jeito de enfiar na cabeça dele que está errado, até ele mesmo admitir. Ao levantar esse tipo de questão acabo por concluir que muitos relacionamentos não dão certo pela falta de persuasão dos envolvidos. Enquanto uns não se esforçam pra expor suas idéias, outros conseguem ser ainda piores, acatando a primeira coisa que lhes for empurrado goela abaixo.

10 de agosto de 2007

Não consigo entender o porquê de mtos jovens acharem legal passar uma imagem de bêbados e acabados de si mesmos. Convivo com uma irmã de 19 anos (e cabeça de 15), que vara madrugadas na rua e chega em casa 20 minutos antes de sair pro trabalho (de tanto a mãe ligar), e passa o resto do dia fazendo cara de sono e cansaço ou dizendo por aí que "bebeu até cair" na noite anterior. Não que isso venha ao caso, mas a verdade é que ela não bebe nem duas cervejas. Quando critico esse estilo de vida, escuto coisas do tipo "vc parece uma velha", quando, na verdade, a única coisa que fiz foi assumir uma postura de adulta, levar meu trabalho a sério e pagar minhas contas. Continuo me divertindo, bebendo com meu namorado e com as minhas amigas. Mas não preciso perambular pela casa, no dia seguinte, com a maquiagem borrada e o cabelo espantado, pra que me achem "a baladeira de plantão". No outro dia, vida que segue. Cabelo penteado, cara nova, corretivo nas olheiras e vamos ao trabalho. O que me deixa mais perplexa é ver gente com 30 e poucos anos que ainda age assim. É, minha gente, esse é o futuro do nosso Brasil varonil!

8 de agosto de 2007

Assistindo àquele episódio de Friends, quando a Phoebe vai conhecer os pais do Mike e fica toda preocupada em agradá-los, lembrei de uma das minhas ingênuas babaquices às vésperas de conhecer a família do meu namorado. Acredito que esse tipo de preocupação é super comum, mas nada prática. Sejamos realistas: por mais que a mulher consiga agradar à primeira vista, se não for ela mesma, algum dia vai acabar sendo descoberta. Pois bem... logo eu, a típica menina branquela do Sul do País, adepta do bronzeamento artificial no verão, fiquei com medo que a paulistada me achasse muito pálida e corri pro salão. Pra quê? Pra testar o bronzeamento a jato (triste escolha). Pra começo de história, quem oferece esse tipo de serviço costuma dizer que o bronze dura cerca de 15 dias, o que não é verdade. A validade dessa coisa estranha é de uma semana e nada mais. Mas o pior ainda estava por vir. Depois de ser "jateada" pela mocinha do salão, tive que ficar quase uma hora em pé, de biquíni, sem encostar em nada, até a meleca secar. Pra ajudar, a queridíssima levou pra salinha um daqueles cabides altos de madeira (que as pessoas costumam usar pra pendurar as roupas que estão com preguiça de guardar no armário), pra que eu me apoiasse nele. Praticamente me pendurei no cabide e fiquei torcendo pra que a tortura acabasse logo, ao mesmo tempo me perguntando de onde havia tirado a lamentável idéia de fazer o tal jet bronze. Resumindo: gastei R$ 60 com uma palhaçada que quase me matou de exaustão e durou metade do tempo que eu esperava. E hoje em dia a família do meu namorado tá careca de saber que eu sou branquela, que sou ciumenta, que sou exigente, que não sou do tipo que coloca a comidinha no pratinho do bonitinho, que não vou dar moleza quando ele casar comigo e, principalmente, que ele não vai casar enganado, porque (exceto quando me fingi de gata bronzeada) sempre fui sincera em relação ao meu jeito doido de ser.

7 de agosto de 2007

Porque quem diz que não quer namorar, não pode estar falando a verdade. Só não quer, quem não sabe o que é o amor. Ou nunca foi correspondido por alguém que valesse à pena... SER DE NINGUÉM... Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também". No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo, beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc. Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter "alguém para amar".. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... Arnaldo Jabor

6 de agosto de 2007

Depois de uma sexta-feira tepeêmica - com direito a surpresas do tipo "estorei o limite do meu cartão de crédito 15 dias antes de vencer a fatura", seguidas de choradeira básica -, até me diverti no finde, com algumas ressalvas. Foi péssimo ouvir (mais uma vez) que alguém tão próximo fala mal de mim pelos quatro cantos do mundo e tenta viver uma vida que não lhe pertence. Já fui alertada milhares de vezes de que o motivo é inveja, mas nunca fiz nada pra que esse sentimento fosse despertado nessa pessoa. Sinto-me desconfortável quando alguém que conheço mente na minha presença, a fim de parecer mais inteligente, mais rica, mais poderosa, mais auto-suficiente, mais cobiçada e mais bem-sucedida do que realmente é. No entanto, agradeço por uma qualidade que me foi dada há algum tempo: a facilidade de perdoar e o coração puro. Sou quase uma ursinha carinhosa ahahahaha Também procuro ser prática nos meus relacionamentos, principalmente quando se trata de amizade. Por exemplo: de que adianta aconselhar alguém que nunca acatou idéias alheias e sempre achou que estava certa, mesmo enquanto quebrava a cara? Nessas horas, o melhor é não tirar satisfações ou tentar conversar - até porque algumas pessoas têm uma facilidade incrível de manipular as situações e sair como vítimas. Prefiro fingir que não sei de nada (tipo Lula) e perdoar esse tipo de boçalidade, sem nem tocar no assunto com a criatura em questão. Não deve ser fácil conviver com a plena consciência de incapacidade e insatisfação com a própria vida, francamente.

3 de agosto de 2007

Meu mantra de hj é: "saiam da minha cabeça, pensamentos ruins"!!! Queria mto ser como várias outras mulheres, que não se afetam quando estão naqueles dias críticos femininos. Mas não, eu não sou como elas. Tenho cólica, um inchaço fora do comum, uma ansiedade e fome surreal, irritação excessiva... e o pior: uma deprê constante. Sinto como se algo estivesse errado na minha vida e fico me questionando sobre o porquê das coisas (?). Esse desânimo transforma pequenas coisas que me irritam em grandes problemas obscuros, que passam o dia martelando na minha cabeça. Amanhã vou receber amigas em casa e pensei em tomar todas pra espairecer, mas acho que assim vou ficar pior ainda. Se alguém tiver uma receita eficiente pra acalmar os ânimos nessa fase, por favor faça sua contribuição.

31 de julho de 2007

No final da manhã de hoje recebi uma notícia bombástica de uma amiga, mais precisamente minha melhor amiga de São Paulo (da capital, viu Jacki? ahahaha). Depois de anos e anos (ok, exagerei no tempo, afinal de contas ela é casada há 5 anos, não há 25) sendo pressionada pelo marido e pela sogra maquiavélica, ela está grávida. Sem querer, mas está. A pobre estava arrasada, não esperava que isso fosse acontecer logo agora. E, por mais que muita gente condene seu desespero, eu sou a primeira a defendê-la. Até porque, se hoje descobrisse que estou grávida, entraria em pânico! Não pretendo ter filhos e isso não é novidade pra quem me conhece. É claro que não estou livre de mudar de idéia futuramente. Porém, tenho quase certeza que essa é uma decisão que vai permanecer comigo. Não gosto de ser tachada de egoísta ou malvada por isso. Levo a idéia de gravidez como uma decisão de cada mulher, não uma obrigação, como era vista antigamente. É fato que a melhor opção pra quem tem ambição e busca uma carreira sólida é não ter filhos -- ou pelo menos é isso que os consultores profissionais costumam dizer. Quem está na batalha sabe que o mercado de trabalho nunca foi tão concorrido. Enquanto antigamente era possível ocupar uma boa vaga pelo Q.I. (Quem Indicou), hoje a coisa não caminha bem assim. É por essas e outras que escolher entre ter ou não um filho é direito da mulher, não do marido ou da sogra que pressionam. Além de carregar a criaturinha na barriga por tantos meses, é a mãe que sempre fica com a maior parte das preocupações e responsabilidades pela mesma. Sejamos realistas, são raros os homens que acordam no meio da madrugada pra fazer mamadeira ou trocar fralda. Por isso, nada mais justo que a mulher só engravide por vontade própria. Quanto a minha amiga, torço pra que ela se acostume logo com a idéia. A vida muda totalmente, ela sabe muito bem disso. Também sabe que não vai gostar de comprar aquelas roupas enormes de gestante quando chegar a hora. Tá pra nascer alguém nesse mundo que goste tanto de moda e seja tão chique como ela. Mas dizem que qualquer mãe acaba se derretendo pelo filho quando a ficha cai, não é verdade?

30 de julho de 2007

Hoje, voltando pra casa, cheguei à seguinte conclusão: viajar de avião não é uma boa opção para as pessoas tímidas. Na situação em que o tráfego aéreo se encontra, pra não se dar mal, é preciso fazer coisas das quais os mais recatados sentiriam vergonha. No meio do tumulto, quando um funcionário da companhia aérea chama, a única forma de se dar bem é ir atropelando todo mundo, levantando os braços, agindo feito maluco ou gritando "euuuuu, eu aquiii!!!!!!!". Nessa segunda-feira, por exemplo, eu quase perdi o vôo por causa das imensas filas do check-in e dos portões de embarque. Quando deu o horário da minha viagem, eu ainda nem tinha conseguido passar pelo raio-x. Depois de superar essa missão quase impossível, desci correndo pro portão 1 (me sentindo uma fugitiva de filme policial), de onde sairia o ônibus que nos levaria ao avião. Foi aí que descobri que o busão já tinha saído!!! Entrei em pânico, mas logo percebi que havia mais uma meia dúzia de perdidos. A cena parecia parte da "Porta dos Desesperados", do Sérgio Mallandro. Em dois minutos, uma van do aeroporto foi nos resgatar ahahahaha Fora isso, a viagem foi tranqüila, até mais que o normal. E o mais incrível foi que o atraso não superou meia hora. Mesmo assim, continuo achando que viajar de avião, atualmente, é uma aventura das mais inesperadas.

27 de julho de 2007

Um dos defeitos que vão perseguir minha sogra até o fim dos seus dias é a mania de pobreza. Agora pegou mania de dizer que precisamos rezar pra conseguir pagar o apartamento. Não de um jeito normal, mas de um jeito dramático. Ela fala como se financiar parte de um imóvel fosse uma batalha da qual poucos conseguem sair vivos. Se mencionamos outro gasto, ela dispara, com cara de horror: "vcs vão falir... ainda mais agora, pagando apartamento". Quando estamos perto de alguém da família, minha sogra pede que contemos sobre nossa nova aquisição e, assim que paramos de falar, ela solta algo tipo: "agora é só rezar pra ter dinheiro pra pagar as parcelas... pq é fácil comprar, difícil é pagar... é preciso torcer pra não acabar perdendo o apartamento". Acho esse comentário totalmente desagradável e inclusive disse isso pro meu namorado. Não entendo o que a leva a pensar assim. Podia dar aquela desculpa de que as pessoas antigas são estranhas e não entendem a atualidade. Mas meu pai é mais velho e super moderninho, então isso é algo que não me convence.

26 de julho de 2007

Existem coisas que me deixam extremamente emputecida, mesmo não tendo nada a ver comigo. E ontem fui supreendida por uma delas. Um amigo do meu namorado (vamos chamá-lo de Fulano) ligou, nos convidando pra comer um chilli na casa de outro amigo (Beltrano), no sábado. Tudo bem, pensei "nossa, que legal... adoro chilli, gosto dos amigos... ok". Quando a triste idéia de perguntar quem mais iria surgiu na minha mente, foi isso que ouvi: "Fulano, Beltrano e duas minas". Como assim, cara pálida? Duas minas = duas mulheres estranhas? Fulano não tem namorada e Beltrano não é casado?? A revelação do meu namorado mereceu o troféu palhacístico do ano: "a mulher do Beltrano é uma vaca, só chifra ele. Então o Fulano vai levar uma amiga da mulher que tá saindo com ele, pra ficar com o Beltrano. É até bom que ele arrume outra". Simples assim, né? Na mesma hora eu disse que não iria. Se ele não quisesse dizer a verdade pros amigos, que inventasse alguma desculpa esfarrapada. Achei uma cachorrada essa história toda e decidi não compactuar com ela. Isso não é programa pra mulher de "catiguria" como eu, é programa pra mulherzinha qualquer. Eu não sou qualquer uma dessas, que "saem com uns caras casados". Estaria lá com o meu noivo -- sim, somos noivos mas geralmente nos tratamos por 'namorado' e 'namorada', pq achamos meio breguinha falar 'noivo' e 'noiva' ahahaha Quando pedi que o amiguinho de Fulano e Beltrano se colocasse no meu lugar, ele logo me deu razão. "Querido, vc gostaria de sair comigo, duas amigas (uma casada e outra namorando) e dois caras quaisquer que elas estivessem pegando?". Não, claro que não. Ele não acharia legal. Eu também não achei, então não vamos e fim de papo.

25 de julho de 2007

Pérola do dia: "mulher gosta de ser bem tratada, por isso sempre pago um jantar antes do abate". Depois de ouvir essa, não preciso dizer mais nada, né??

24 de julho de 2007

Minhas queridas amigas que me perdoem (e inclusive meu namorado, que teve a proeza de descobrir meu blog), mas paulista não sabe fazer churrasco. Esse negócio de carne na chapa/grelha é o uó do borogodó. Quem disse aos paulistas que é assim que se fz realmente não entende de carne. Churrasco se faz no espeto, nem de longe lembra essa história de colocar picanha na grelha e depois partir em milhares de fatias pra servir aos convidados. Qualquer gaúcho ou filho de gaúcho que se preze concordaria comigo. Nessas horas eu entendo pq, em São Paulo, as pessoas pagam tão caro pra comer em churrascaria. Se elas soubessem preparar o verdadeiro churrasco, confirmariam que é muuuuuuuito mais gostoso fazer em casa que pagar uma fortuna pra comer fora.

23 de julho de 2007

Cheguei em São Paulo sã e salva na última sexta-feira. E o mais incrível de tudo isso foi o fato de o vôo ter saído no horário certo. Hoje isso é coisa rara, né? É claro que, quando entrei no avião, o momento foi de pânico. Logo eu, que nunca tive medo desse tipo de viagem, tremi horrores e quase desisti de embarcar. Meu finde nem teve cara de finde, passei o sábado e o domingo na maior correria. Juro que não sabia que comprar um apartamento levava tanto tempo. A parte burocrática tomou parte da minha manhã e da minha tarde, só deu pra passar em casa pra almoçar!!!! O importante é que finalmente batemos o martelo e o apartamento é nosso. Domingo prestei um concurso absurdo e por isso tive que acordar as 6h da matina. Mais uma vez tive a confirmação de que, pra ganhar mais de R$ 5 mil, é preciso estudar moooooooooito!!!!!! Será que alguém sabe o nome do diretor de "4 Luni, 3 Saptamini si 2 Zile"??? Eu, por exemplo, nunca tinha ouvido falar desse filme ahahahaha

18 de julho de 2007

Ontem, qdo postei no blog, não sabia da gravidade do acidente com o avião da Tam. Até porque aquelas eram as primeiras notícias divulgadas, então existia até mesmo a possibilidade de não haver passageiros - apenas tripulantes. Não sei o motivo, mas esse acidente me chocou mil vezes mais que aquele da Gol, no ano passado. Na verdade, acho que até sei o porquê. Além de viajar quase sempre com a Tam, já usei aquele aeroporto diversas vezes. Geralmente vou a Guarulhos, mas, a minha última viagem, por exemplo, fiz por Congonhas. Não desgrudei da tv ontem e, à medida em que a tragédia foi se revelando pior, fui ficando péssima. Tomei um chá calmante, porque cheguei a ponto de chorar, sentir dores nas costas e o corpo gelar. O mais curioso foi ter, de repente, aquela dor de ouvido que sempre tenho quando o avião está em procedimento de pouso. Hoje teria muitos assuntos pra comentar, mas sinceramente não estou a fim de falar muito. O que tem me distraído é ver o clipe da Fergie com o Milo Ventimiglia - que eu aaaaaaamo, desde Gilmore Girls - 30 vezes ao dia.

17 de julho de 2007

Será que esse receio besta de trocar roupa é coisa da minha cabeça ou todo mundo tem um pouco? Toda vez que compro algo e me arrependo, penso milhares de vezes antes de ir à loja e fazer uma troca. Pois ontem decidi trocar uma blusa que comprei há cerca de um mês. E, pasmem, fiz um negócio da China ahahahaha Nem me preocupei com os 30 dias de tolerância que as lojas dão, pq a gerente é uma amigona e costuma fazer qualquer negócio. Antes, resolvi ligar: _ Ju, é a Confused... _ Nossaaaa menina, acredita que eu estava pensando em vc? Já ia te ligar pra avisar que as blusas de moletom estão em promoção, custando entre R$ 39,90 e R$ 69,90. Nessa hora fiquei boba, já que a maior parte das mercadorias dessa loja vem com a faca junto. _ Ah, que bom, eu tava pensando em passar aí pra resolver um probleminha... fazer uma troca. Mas a roupa já tá sem etiqueta... _ Não tem problema, te espero aqui!!! Chegando na loja, fiquei horrorizada: as blusas que eu tinha visto há um mês por um preço mais alto, desta vez estavam baratíssimas. Resumindo a história, ao invés de ficar com a blusa que havia comprado há algum tempo por R$ 150, levei três peças: um moletom de R$ 240 que saiu por R$ 69,90 e outros dois de R$ 150 que saíram por R$ 39,90 cada. Mas como nem tudo são flores, acabei de ver na tv o acidente com o avião da Tam. E, mesmo acostumada a viagens aéreas, confesso que estou apavorada e tenho que viajar nessa sexta. Se bem que, basta pensar em 15 horas dentro de um busão, pra que eu logo perca o medo de avião!!!

16 de julho de 2007

Como domingo é o dia oficial de se jogar no sofá e ver pelo menos um filminho, ontem escolhi Diamante de Sangue. Apesar de não gostar mto de filmes longos (leia-se com mais de duas horas), este eu recomendo. O único problema eu já havia previsto. Aliás, logo no início comentei com a minha irmã, que estava vendo comigo: "poxa, tomara que, pelo menos nesse, o personagem do Leonardo di Caprio não morra". Pois bem, como em grande parte dos filmes que faz, o pobre acabou morrendo. Ah, esse homem realmente sabe encenar a morte, levando em conta que já cansou de fazer isso!!! A verdade é que adoro a maneira de interpretar do Leonardo di Caprio, o acho um excelente ator. E só pq fez Titanic e vários outros filmes água com açúcar, mta gente tem preconceito. Mas, vamos admitir, o cara é mto bom. Mudando de assunto, o que tem tirado minha paz de espírito nos últimos dias são esses Jogos Pan-Americanos. Ninguém merece estar vendo a novela e, de repente, ela ser interrompida pelo tae-kon-do... ou então estar vendo um filme que acaba interrompido pela esgrima. Sinceramente, odeio isso. Acho o cúmulo esse escarcéu que estão fazendo, essa gente pintando as ruas do Rio de Janeiro e achando toda essa chatisse o máximo. Bom, minha gente... vou indo pra não perder a competição de pólo aquático entre República Dominicana e Eslovênia ahahahahahaha

13 de julho de 2007

Precisava ir às compras com urgência, o frio que chegou aqui não tá de brincadeira. Pois bem, trabalhei feito louca hj pela manhã (odeio imprevistos, gente que falta trabalho e acúmulo de funções por conta disso) e fui almoçar. Comi mtas folhas e pouca comida de verdade. Tudo bem, adoro esses "matinhos", mas vamos combinar... comer só isso não é algo compatível ao mundo real. Mas fiz esse sacrifício, porque odeio provar roupas me sentindo um leitão cor-de-rosa. Estava procurando freneticamente aquelas leggings de lã, que na verdade são meias-calças quentinhas. Enquanto o ar polar insistir em ficar por aqui, o jens permanece aposentado. Mas não vou reclamar, estou feliz com o frio. Não suporto calor fora de época e todo esse tempo louco. O pior de tudo é ficar ouvindo o povão perdido dizer que é tudo culpa do "aquecimento GROBAL". Tem gente que parece gravador: ouve algo e, mesmo que nem faça idéia do que aquilo quer dizer, sai repetindo como se fosse perito no assunto ahahahahaha

12 de julho de 2007

Pai da atriz Deborah Secco é preso por fraude Segundo informações do jornal O Dia, Ricardo Secco, pai da atriz Deborah Secco, foi preso nesta terça-feira, 10, na operação Águas Profundas, realizada pela Polícia Federal, que prendeu mais 12 suspeitos. De acordo com a publicação, Ricardo Secco é suspeito de ser o intermediário das ONGs que recebiam dinheiro da Fesp para financiar serviços de empresas fantasmas. O procurador Carlos Aguiar admitiu que o nome de Secco não aparece nas diretorias das ONGs envolvidas, mas é nítida sua influência sobre elas. Algumas das entidades receberam ajuda financeira do governo de Rosinha mediante convênios assinados sem concorrência. Em abril do ano passado, o escândalo levou o ex-governador a uma greve de fome. As ONGs tinham contratos milionários com o governo de Rosinha, sua mulher. Por meio da Fundação Escola de Serviço Público, foram repassados, sem licitação, R$ 112 milhões, entre 2003 e 2006, para a prestação de serviços controversos. É, minha gente, parece que a maioria das pessoas não acredita mais que honestidade e trabalho valham à pena. Não é para menos... num País onde a cúpula do governo e o Congresso Nacional estão afundados em lama há tempos, e a impunidade impera, nada mais natural que uma população crente que o crime compensa. Lamentável!

10 de julho de 2007

"Investiu as economias em uma cirurgia para aumentar os seios, participou da seleção global escondida do namorado, mas... não conseguiu. 'Chorei uma noite inteira', conta. 'Na manhã seguinte, decidi que não desistiria'. Uma ano mais tarde, ela emplacou". "Depois da primeira tentativa fracassada, em 2005, colocou na cabeça que precisaria melhorar muito para aumentar suas chances. 'Queria emagrecer. [...] perdi 5 quilos e 10 centímetros de cintura'. Também clareou o cabelo e comprou creme dental branqueador para ficar com o sorriso mais bonito". "Um bom exemplo para todos nós, ela resolveu partir para a ação e conquistar um visual incrível para garantir sua vaga no BBB7. Siri tem força de vontade e quer vencer na vida. 'A concorrência é muito grande para entrar no programa. Ser apenas legal ou divertida não adianta. Então, fiz regime, gastei meu dinheiro em academia e coloquei silicone. Fala sério: ralei para entrar no Big Brother'". Esses foram lamentáveis trechos de uma entrevista que li, com a tal Siri, ex-BBB. E, confesso, fiquei chocada ao saber o que as pessoas pensam sobre figuras como essa: "Ela demonstrou ser uma mulher perseverante, ousada"; "Sua história de vida só comprova que ela é uma guerreira nata, encantadora"; "Um modelo de mulher culta, moderna, sexy e batalhadora". Não me admiro ao saber que este País está como está, quando vejo o que se pensa a respeito de mulheres dessa estirpe. Então quer dizer que devemos nos inspirar em alguém que acredita que o sucesso profissional depende de peito e cinturinha? Nada contra o silicone, mtos aqui sabem que tbm desfilo essas milagrosas próteses há alguns anos. Mas aderi a elas a fim de melhorar a auto-estima, não como se isso fosse uma tentativa de me dar bem na vida. Se a tecnologia está aí pra nos ajudar, por que não tirar proveito? Sou a favor da vaidade feminina, mas daí a acreditar que o visual é a salvação profissional de uma mulher, há uma grande diferença. Cuidar do corpo e malhar não é sacrifício nenhum. Pelo contrário, deveria ser uma obrigação. Afinal de contas, trata-se também de uma preocupação com a saúde. Clarear o cabelo? Desde quando a cor do cabelo determina o sucesso (ou insucesso) de uma mulher? Ah, se ela queria um sorriso bonito, deveria se candidatar à garota-propaganda da Colgate, não ao Big Brother. Isso mais parece conversa de mulher burra que qualquer outra coisa. Pessoas inteligentes não costumam apostar todas as suas fichas nesse tipo de coisa. E participar de porcarias como o Big Brother está longe de qualquer sinônimo de cultura. Sinto pena de gente que admira uma cidadã como essa, que precisa forçar sotaque de caipira pra parecer humilde, na tentativa de faturar um milhão de reais à custa de tantos trouxas.

4 de julho de 2007

A pessoa desligada é algo terrível ou, no mínimo, nada prática. As vezes precisa fazer a mesma coisa várias vezes, até acertar. Por não conseguir prender a atenção por muito tempo no mesmo ponto, acaba fazendo mil e uma firulas até concluir o que começou. Pois bem, eu sou assim. Minha última pérola aconteceu ontem, quando fui enviar alguns documentos por Sedex ao meu namorado (referentes à compra do apartamento). Antes de ir à agência dos Correios, passei com a minha mãe em uma lojinha, pra comprar uma bateria nova pro telefone da cozinha de casa. Nesta mesma loja, dei de cara com uma boneca linda, no mesmo estilo da Barbie, e logo lembrei da priminha do meu namorado, que é uma graça e ama esse tipo de brinquedo. Ela, inclusive, vive me alugando quando estou por lá, querendo mostrar sua coleção de bonecas peruas. Junto com a bateria do telefone, levamos duas pseudo Barbies. Como precisaria enviar os documentos por Sedex, aproveitei pra mandar também as bonequichas, que estavam embrulhadas em papel de presente, dentro de uma sacola. Muito esperta, lá fui eu entregar a sacola à atendente dos Correios. Quando já estava tudo dentro da caixa do Sedex, a mocinha cismou, deu mais uma olhada no embrulho e, por sorte, encontrou a bateria. Ao ser perguntada se eu queria mandar aquilo também: "ahhh, não... não, isso não vai... por pouco, meu telefone não ficou sem bateria...". Foi isso o que eu disse, antes de sair de fininho, com uma cara de abobada, enquanto a menina simpática sorria, com o semblante de quem pensava é cada louco que me aparece...".

3 de julho de 2007

Eu tenho uma amiga que é muito, mas muuuuuito esforçada. Aquele tipo de pessoa que serve como exemplo, que logo dá a volta por cima sempre que algo de ruim acontece. Perdeu a mãe aos 15 anos e o pai há poucos meses. Sempre teve uma vida difícil e até hoje passa por cada dureza que mesmo deus duvida. Mas vcs pensam que ela reclama de alguma coisa? Pelo contrário, não cansa de dizer que detesta gente reclamona, com síndrome de gabrielismo (que, segundo a própria, significa repetir a si mesmo: "eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim"). Resumindo: minha amiga tem tudo pra desanimar da vida, se sentir injustiçada e etc. Ao invés disso, procura se virar da melhor maneira possível, até pq não tem ninguém pra levá-la nas costas. Hoje fiquei indignada ao ouvir a pobre relatar a última pérola do bruto do namorado. Como anda envolvida em muitos problemas (principalmente em torno do inventário do pai) e não tem tido tempo nem dinheiro pra fazer nada de bom, uma amicíssima sua, paulistana, disse que pagaria as passagens pra que ela fosse visitá-la -- minha amiga mora no Rio. A reação do palhaço: "vc é engraçada, né Fulana? Dinheiro pra viajar a passeio vc tem, mas os R$ 300 que eu te dei pra terminar de pagar o inventário do seu pai, cadê?". Detalhe: eles namoram há um bom tempo e, quando o cidadão viu que ela não tinha o dinheiro todo pra pagar o inventário, se ofereceu pra emprestar o que faltava, dizendo que ela deveria pagar quando pudesse, sem pressa. Detalhe número dois: ele ouviu que a amiga pagaria as passagens e que lá ela não teria gastos, pois ficaria hospedada na casa da outra. Mesmo assim, deu piti. Por quê??? Porque é palhaço! Pode ser apenas impressão minha, mas o que parece é que, sempre por trás de uma mulher forte e batalhadora, há um aborígene grosseirão. Não é à toa que o apelido do rapazinho é Piteco.

2 de julho de 2007

"Oh meu deus, o que ela fez de tão grave para a amiga?" Será que alguém ainda se surpreende com esse tipo de programa televisivo imbecil?? Esses dias liguei a tv em casa e fiquei surpresa quando me deparei com a Márcia Goldschmidt. Eu realmente não sabia que ela ainda tinha um programa nesse estilo bizarro, cheio de revelações bombásticas. É aquela mesma fórmula de sempre: um monte de senhorinhas e donas-de-casa na platéia, cuja primeira fila sempre é composta pelos típicos "papagaios de pirata", que adoram fazer caras e bocas quando aparecem atrás da apresentadora. Só isso já é engraçado. Os temas também não variam; são os mesmos desde que eu era criança, quando essa criatura iniciou na televisão, mais precisamente no SBT. Não é de se admirar, já que o mundo continua o mesmo... cheio de falsas amigas, maridos que traem, vizinhas que sentem inveja, entre outras lástimas -- a única diferença é que agora temos um presidente semi-analfabeto. Mesmo assim, acho falta de um bom pauteiro nesse tipo de programa tosco. Não é possível que as pessoas que trabalhem nisso não tenham idéias melhores! Dei-me o trabalho de, a cada 10 minutos, voltar no canal da Marcinha pra ter certeza de que a ladainha ainda ia longe. E mais uma vez não me surpreendi: foram cerca de 30 minutos naquele "não vou falar, não vou falar, não vou falar... vou falar!!!". Quando a triste figura parecia estar quase contando o tal segredo à amiga, dava meia volta e dizia coisas do tipo "ai Márcia, não vou conseguir contar, o que eu faço?". Como assim, o que eu faço, cara pálida? Não foi lá pra contar alguma coisa, por que ainda não contou?? Ahhhh, pq já foi orientada nos bastidores, pra enrolar o máximo possível e garantir a audiência. No final, nenhuma novidade. Um doce pra quem adivinhar o que a amiga da onça ia contar pra coitada da songamonga...

29 de junho de 2007

Só pra não passar em branco, estou aqui pra contar que hoje (FINALMENTE) posso dizer que o apartamento é meu!!!!!! Agora só falta esperar ficar pronto ahahahaha A euforia é tanta, que meu pensamento não consegue sair disso, então realmente nem sei o que escrever. Antes de ter a confirmação de que o negócio havia dado certo, já tinha marcado um jantarzinho (e uma bebedeira) com as amigas, só pra colocar o papo em dia mesmo. Mas agora tenho certeza de que não há momento mais oportuno pra comemoração!!! Na falta de palavras minhas, vou deixar a letra de uma música que eu gosto bastante... tenham todos um excelente finde! Um Girassol da Cor de Seu Cabelo - Ira! Vento solar e estrelas do mar A terra azul da cor de seu vestido Vento solar e estrelas do mar Você ainda quer morar comigo? Se eu cantar, não chore não É só poesia Eu só preciso ter você Por mais um dia Ainda gosto de dançar Bom dia Como vai você? Sol, girassol, verde, vento solar Você ainda quer dançar comigo? Vento solar e estrelas do mar Um girassol da cor de seu cabelo Se eu morrer não chore não É só a lua É meu vestido cor de maravilha nua Ainda moro nesta mesma rua Como vai você? Você vem? Ou será que é tarde demais? A terra azul da cor de seu vestido Um girassol da cor de seu cabelo Se eu morrer não chore não É só a lua É seu vestido cor de maravilha nua Ainda moro nesta mesma rua Como vai você? Você vem? Ou será que é tarde demais? O meu pensamento tem a cor do meu vestido. Como o girassol que tem a cor do seu cabelo. O meu pensamento tem a cor do meu vestido. Qual o girassol que tem a cor do seu cabelo? O meu pensamento tem a cor de seu vestido Ou um girassol que tem a cor de seu cabelo

27 de junho de 2007

O que há de errado com esse tal de "povão"??? Ou é mto burro, ou é Jatobá por opção. Explico: o pior cego é aquele que não quer ver. O povo brasileiro me surpreende cada dia mais, me deixando em dúvida se o problema maior é a falta de instrução ou a memória curta. Ou então, quem sabe, o coração bom; essa mania de acreditar nos caras que dizem que "não sabem de nada". Segundo a última pesquisa política divulgada, a maioria dos eleitores não aprova o governo federal, mas aprova o presidente Lula. Engraçada essa gente, não?? Será que o que as leva a pensar assim é a certeza de que o "pobrezinho" do Lula é apenas uma vítima de seus companheiros? Que ele realmente não sabia de nada? Diante desse tipo de impunidade, como uma população desse naipe pode reclamar quando outros tipos de bandido (policiais corruptos, assaltantes, seqüestradores, assassinos, entre outros) saem ilesos diante de tantos crimes? É difícil entender, sinceramente. Se o povo não tem capacidade de punir políticos safados, não tem o direito de exigir que a Justiça castigue qualquer pessoa que cometa atos ilícitos. A partir de agora vou começar a testar essa história de "eu não sabia de nada". Pensando melhor, acho que não. Duvido que eu, uma mera mortal assalariada, consiga me livrar de algumas contas ou problemas de qualquer natureza com esse papo furado.

26 de junho de 2007

Existem coisas básicas da vida que, mesmo sendo hiper simples, conseguem me tirar do sério profundamente. Cada vez que penso na possibilidade desse tipo de situação se tornar eterna na minha vida, à medida que vai ocorrendo com freqüência, fico ainda mais puta. Uma delas é o fato de quase nunca conseguir viajar sozinha com o meu namorado. Já estamos juntos há dois anos e meio, e até agora consegui viajar com ele apenas duas vezes. Sempre, mas S-E-M-P-R-E que resolvemos ir a algum lugar pro qual a família buscapé dele também vai, a "parentada" já trata de convocar dois ou três pra se enfiarem no carro com a gente. Eles não perguntam "vcs podem levar fulano, cicrano e beltrano?". Ao invés disso, minha sogra já vai dizendo "vc VAI TER QUE LEVAR fulano, cicrano e beltrano". Acho o cúmulo isso, agradeço por não ter uma família inconveniente, mas estou ficando farta. Cacetes voadores, eu tenho 21 anos, não tenho filhos, enteados ou cachorro... será que não sou merecedora do direito de viajar com meu namorado, ouvindo o cd que quisermos, parando na estrada quantas vezes estivermos a fim, almoçando onde der na telha? Nas últimas férias, ele gastou uma grana alugando uma casa legal no litoral Norte, em um condomínio super chique, e fez o favor de levar todos sem cobrar um centavo. Além de ficarem reclamando de tudo o tempo todo, fazerem comida e não chamarem a gente pra comer (teve um dia que precisamos ir à praia comer pastel), ainda enfiaram toda a "comilança" no nosso carro, pq iríamos um dia antes. Resultado: faltou espaço pra nossa tv -- já que só havia um aparelho na sala da casa, levaríamos um pra colocar no nosso quarto. No fim, nem chegamos perto da televisão, pq o povo ficava o tempo inteiro vendo novela das seis e demais programas toscos. Daqui poucos meses teremos que viajar de novo, pra ir ao casamento da prima do meu queridíssimo, pois ambos somos padrinhos. E, claro, já ANUNCIARAM que vamos ter que levar algumas pessoas no nosso carro. Mas deixa estar... quero ser um pastel de queijo se, dessa vez, não conseguir fugir de todos um dia antes.

25 de junho de 2007

Tive mais uma segunda-feira caótica, dentro do aeroporto de Guarulhos. Depois de passar meia hora em uma fila imensa, dentro do saguão, apenas pra conseguir passar pela entrada do portão do embarque doméstico, tive que enfrentar outra fila (maior ainda) pra passar pelo raio-x. Gente, desde quando é preciso pegar fila pra passar pelo portão?? Há tempos vivo nessa rotina de aeroportos e nunca precisei disso. Vc fazia o check-in, entrava e pronto. No final das contas, na hora do meu vôo sair, eu ainda estava na fila do raio-x, mais precisamente tirando as botas - não sei oq tem nos saltos das minhas botas, mas é raro eu não precisar tirá-las pra passar nessa porcaria. Por sorte eu consegui seguir a sugestão da Marta: relaxei e gozei. E, de agora em diante, não vou me preocupar com situação do tráfego aéreo, porque, segundo nosso querido ministro Mantega (palhaço), isso é sinal de que o país está "prosperando". O que fez valer a pena o sufoco nos aeroportos (além de ver meu lindo, claro) foi o fato de termos encontrado um apartamento que é a nossa cara e, por ainda estar na planta, oferecer condições facilitadas de pagamento. Fiquei apaixonada pelo apê, ele é exatamente o que eu esperava: não é apertado, mas também não tem espaço sobrando nem condomínio alto. Agora só falta terminar de angariar os fundos que faltam pra entrada ahahahahaha Enquanto isso, vamos dando mais umas "choradinhas" com os caras da construtora... P.S.: Mal cheguei em casa e fui ligar meu carro... surpresa: a bateria novinha em folha pifou!!! Eu devo ter colado XICRÉTE na cruz, não é possível!

22 de junho de 2007

Quando eu tinha meus 10, 11 anos, era uma menina bem desajeitada (pra não dizer coisa pior), apesar de ter sido uma criança linda e delicada. Quando cheguei à chamada pré-adolescência, uma camada a mais de células adiposas se alojou ao redor da minha cintura, fazendo-me sentir como se estivesse usando uma bóia. Talvez isso tenha acontecido graças àqueles "pratos de pedreiro" que eu fazia na hora do almoço e do jantar, acreditando que seriam inofensivos, já que eu estava em "fase de crescimento". Pelo menos era isso o que todo mundo dizia, pra justificar minha comilança dia após dia. Não posso dizer que eu fiquei gorda (tenho sorte de ser de uma família de gente magra e alta), mas a pochete apareceu, inevitavelmente. A partir daí, me sentia feinha e sem gracinha, e odiava meu cabelo ondulado cada dia mais. Pra piorar, ainda tinha o aparelho nos dentes. A única coisa que me amparava era a esperança de que, quando eu fizesse meus 15 ou 16 anos, mudaria completamente. Ao ver as amigas da minha prima, todas nessa faixa etária, eu pensava "não é possível que elas tenham sido sempre lindas assim, com certeza eram como eu". Mal sabia que, pra atingir a mudança que eu tanto almejava, seriam necessários vários esforços. O primeiro deles foi uma dietinha básica. Quando conheci a "amiga chapinha", então, uma luz parecia estar abrindo novos caminhos na minha vida. Magrinha novamente, com cabelos lisos, sem aparelho nos dentes.... ainda faltava alguma coisa: peito. Bingo! Lá fui eu, fazer milhares de exames pra comprovar que meus peitinhos de ovo frito não cresceriam mais e que eu já poderia fazer a cirurgia. E foi isso o que meu médico descobriu (thank God!). Quatro meses antes de completar 17 anos, coloquei peito e me senti uma nova mulher. Nem preciso dizer que, depois disso, tornei-me muito mais vaidosa e todos passaram a me achar linda por conta disso. Por causa da auto-estima lá em cima, não do silicone. É claro que o segundo levou à primeira. Hoje, quando vejo as amigas da minha sobrinha - a maioria por volta dos seus 14 anos, com aqueles cabelos armados (que mais parecem perucas) e aquelas barrigas saltitantes, caindo por cima das calças -, basta ouvir alguém falar "elas ainda são novinhas, vão mudar bastante, perder peso", que eu tenho vontade de disparar: "não iluda as menininhas! Pra mudar, elas têm um longo caminho a percorrer". É, ser mulher e se manter sempre bonita é algo que está longe de ser tão simples.

20 de junho de 2007

Apesar de não parecer difícil ser meio vagaba - se fosse, essa raça estaria em falta, ao contrário do que acontece hoje em dia -, tenho percebido a competência de algumas atrizes principalmente quando elas interpretam esse tipo de mulherzinha. Depois do furacão Sandra (personagem de Danielle Winits em Páginas da Vida), agora todos os holofotes se voltam para a Bebel, interpretada pela Camila Pitanga. A prostituta baiana quase mata todo mundo de rir quando olha pro Olavo (Wagner Moura), seu peguete-praticamente-namorado e diz "cuequinha maneira, hein meu goxxxtoso!" ou "não esqueça que eu sou uma mulé de catiguria". Agora que ela está tendo aulas de etiqueta com a Virgínia (Yoná Magalhães), suas cenas estão ainda mais hilárias. Quando pensei em escrever esse post, logo imaginei comentários do tipo "não vejo novela e acho uma merda". Entendo que muita gente ache que isso é coisa de mulher burra ou desocupada, afinal de contas esses rótulos preconceituosos foram criados há longa data. No entanto, é algo que não me incomoda. Respeito quem não gosta, mas não deixo de ver pelo que essas pessoas pensam. Fiz quatro anos de faculdade e nesse período não podia me dar o luxo de ver novela das oito, nem que quisesse. Meu trabalho me obriga a ler todos os jornais do dia, a manhã inteira, fora os telejornais da manhã, da tarde e da noite, pois sou obrigada a me manter informada. Será que é um pecado muito grande, depois de uma enxurrada diária de notícias (quase todas ruins), alguém querer descontrair um pouco, curtindo uma novela??

19 de junho de 2007

Não é possível que exista gente que realmente faça o que eu li na última edição da revista Nova. A matéria "1001 Idéias de Sexo" traz infinitos incidentes da vida sexual de homens e mulheres que, de acordo com eles mesmos, dão uma apimentada no relacionamento. No entanto, essas pessoas contam histórias que não entram meeeeeeeesmo na minha cabeça. Não consigo acreditar que, ao invés de ir ao motel, alguém vá ao cinema quando quer transar. Acho essa uma fantasia um tanto quanto excêntrica. Antes que alguém me critique pela minha postura, já vou dizendo que estou longe de ser santa e odeio puritanismo. Em contrapartida, acho bizarra essa mania de transar em elevador, praça pública e etc. No cinema, então, é demais, né? Só pra matar a curiosidade, vou reescrever algumas das ações mais absurdas que li, todas realizadas em salas de cinema: "Só vou ao cinema de saia. Quando chego, tiro a calcinha". "Levamos um vibrador com controle remoto. Sentei na fila à frente dele, com o pênis de borracha me penetrando. Ele, com o controle, me fazia gozar". "Quando estávamos nos agarrando, senti outra mão na minha bunda. Meu namorado me disse para deixar. Fui masturbada por um desconhecido". "Em vez de pipoca, ele se delicia coma minha calcinha comestível". "No meio do filme, lambuzei meu peito com sorvete. Nem o ar-condicionado da sala esfriou tanto fogo". "Para provocá-lo, digo que vou me sentar perto de um gostosão e me oferecer para masturbá-lo". Que negócio é esse de ir ao cinema sem calcinha? É normal, todo mundo vai? Ninguém me avisou que tava na moda... E pinto de borracha? Também é normal ir munida desse tipo de objeto?? Acho que a pior é essa do desconhecido masturbando a garota. Que tipo de namorado acha isso legal? Se fosse o meu, ia querer cobrir o palhaço de porrada. E que tipo de cidadã se sente confortável com esse tipo de situação? Outra coisa que nunca fizeram perto de mim, em todas as vezes que fui ao cinema, foi degustar calcinha comestível. Imagine vc lá, curtindo o filme, e o cara ao lado caindo de boca na namorada, como se ninguém mais existisse. Desculpa, mas não acho que seja cena adequada para o ambiente. O mesmo para a bonitona que enfia o peito no sorvete e pede pro namorado lamber. Mas a Miss Ousadia ainda é aquela que ameaça masturbar um estranho dentro do cinema, achando excitante tal provocação. Agora vem a pergunta que não quer calar: será que essa gente esquisita faz tudo isso mesmo ou gosta de fazer tipo e inventar história cabeluda pra impressionar? Tomara que seja a segunda opção, porque a última coisa que eu quero receber no cinema é a mão de um estranho na minha bunda!!!

18 de junho de 2007

Pouco mais de um ano da separação da minha meia-irmã , mais uma vez estou pagando por me apegar muito às pessoas. Dessa vez quem terminou um relacionamento foi minha irmã mais nova, de 19 anos. Sei que não tenho nada a ver com isso e posso até parecer uma otária por ficar tão abalada, mas meus últimos dois dias têm parecido uma pintura em P&B. Meu cunhado é um anjo bom que esteve nas nossas vidas por quase quatro anos, apesar de todos sempre acharem os dois mto novos pra levar um namoro tão a sério. A verdade é que esse cara fez por mim coisas que muita amiga nunca tinha feito. Já varou madrugadas dirigindo, depois de um dia cheio de trabalho, pra buscar meu noivo nesses aeroportos da vida, porque a tonta aqui morre de medo de dirigir na estrada à noite. Já deu todos os conselhos bons que eu precisava ouvir, sempre nos momentos mais oportunos, e nunca deixou de demonstrar a preocupação e carinho que sentia por toda a minha família. E, como muitos faziam questão de me contar, era só alguém tocar no meu nome pra falar mal perto do meu fiel escudeiro, que na mesma hora ele dizia poucas e boas e esculachava o abusado. Não podem me obrigar a esquecer meu amigão de uma hora pra outra. Não é fácil apagar da memória tanta conversa engraçada, assim como vários sábados e domingos à toa, dos quais o tédio passava longe graças a sua presença. Com meu ex-cunhado, tudo ficava engraçado. Tomar cerveja, comer salame, viajar, fazer churrasco, lavar o carro, pegar carona... até os almoços chatíssimos em família, quando que vc sempre tem que fingir que estava morrendo de saudades de algum parente palhaço, mas na verdade mal agüenta olhar pra cara do mesmo. Minha irmã que me perdoe, mas eu vou ser obrigada a manter contato, porque amigos como esse a gente dificilmente encontra por aí.

15 de junho de 2007

Um fim de semana inteiro sem tirar os pés de casa. É isso que vai me render essa espinha absurda na bochecha. Juro por deus que não sou fresca, mas dessa tô com vergonha de sair de casa. O único lugar que freqüentei nos últimos dois dias foi o trabalho, por ser inevitável. A academia ficou abandonada, assim como qualquer outro compromisso do qual eu tenha condições de fugir. Ontem fiz questão de programar meu despertador em outro horário e hoje acordei 20 minutos mais cedo, pra tentar fazer uma "massa corrida" de base, pó e corretivo no meu rosto. Assim, quem me visse de longe nem perceberia minha "anomalia" ahahaha Se precisar dar uma de Antônio Alves Taxista amanhã ou domingo, como sempre tenho que fazer com a minha irmã (que tem carteira de motorista e medo de dirigir), vou usar meus super óculos gigantes, daquele modelo semelhante aos usados por policiais. Pra se ter uma idéia, eles são tão monstruosos que chegam a cobrir boa parte da bochecha. Só espero que cubram o pedaço infectado por essa pícara das galáxias.

14 de junho de 2007

Apesar da pouca idade, já aprendi algumas coisas importantíssimas (ou seriam óbvias?) em se tratando de homem. Esse negócio de fazer mil planos, comprar uma lingerie arrasadora, preparar a hidromassagem, aprender um prato novo e passar horas na cozinha... esse tipo de coisa S-E-M-P-R-E é furada na certa! Ontem, pleno 12 de junho, confesso que em determinado momento do dia fiquei irritada por ver gente ganhando presente, marcando programa a dois, etc. Cheguei a pensar o seguinte: "de que adianta ter namorado e passar o tal Dia sozinha?". Coisa de criança mesmo... de repente parecia ter esquecido que meu namorado, que mora em outra cidade, ficou na minha casa de quinta a segunda, me enchendo de mimos e fazendo tudo como eu queria. Enfim, voltando ao tema "decepção com a CRASSE HOMI", uma "conhecida" minha gastou R$ 150 numa lingerie Fruit de la Passion, não sei qtos pilas em um vidro de sais de banho e não sei mais quantos em um presente pro marido. Enquanto ele não chegava em casa, ela ligou o aquecedor da banheira, preparou umas travessas com frutas gostosinhas (morangos, maçãs, uvas...), levou as taças pro quarto e o champanhe pro frigobar. Resultado: o bonitão chegou uma hora depois do combinado (quando a água da banheira já estava quase fria), disse que estava com fome e pediu que ela preparasse um sanduíche. Comeu, voltou pro quarto, ficou vendo tv e dormiu. Ela nem tirou a lingerie nova da sacola. Puta da vida, também virou pro lado e dormiu. E o pior ainda estava por vir: o engraçadão teve a coragem de acordá-la no meio da noite, querendo vcs sabem o quê. Quando ela me contou a história, dei graças a deus por não ter feito planos mirabolantes. Como estou indo pra cidade do meu namorado daqui a uma semana, já tínhamos feito um acordo: comemoraríamos o Dia dos Namorados atrasado e lá compraríamos os presentes. Na terça-feira, vi uma blusa linda em uma loja. Comprei e o avisei: "vc paga e fica como presente de Dia dos Namorados". Detalhe: ainda nem comprei o dele. Não esperei nada do tal Dia dos Namorados e achei que meu namorado nem lembraria disso, desligado como é. Acho que só por não ter criado expectativa, na hora do almoço recebi duas dúzias de rosas liiiiiiindas, com um cartão super fofo do gato. Agora me digam: é ou não é melhor deixar os planos pra outra encarnação??

13 de junho de 2007

Como diria um certo analfaburro, o tal do "CERUMANO" é surpreendente. Basta estar vivo pra estar cercado freqüentemente por pessoas estranhas, de gestos duvidosos e até mesmo tragicômicas. Parando pra pensar em algumas que conheço, cheguei à conclusão de que esse mundo é muito mais louco do que eu pensava. Quem é que não conhece um cidadão super chato, que só sabe contar piadas sem graça e entrar em assuntos que não interessam a ninguém, na tentativa de ser reconhecido como o engraçadão da paróquia??? Ou aquela fodida, desempregada e encalhada, que adora contar vantagem usando empregos imaginários e alardeando por aí que vai entrar no mestrado (mesmo não tendo a mínima garantia de que vai conseguir, já na terceira ou quarta tentativa frustrada)?? E a tonta que se sujeita a transar com o cara que não está nem aí pra ela, chora quando é tratada pelo mesmo com indiferença (na frente de outras pessoas) e depois diz "só não estamos namorando, porque NENHUM DOS DOIS quer compromisso... ahahahaha É incrível como alguns infelizes subestimam a inteligência dos colegas, amigos e familiares! Cada um tem seus problemas, vitórias, motivos de orgulho ou vergonha, e assim por diante. O que eu não acho legal é tentar ser o que vc não é, mostrar o que vc não tem e fingir sentir o que vc NÃO SENTE. Por mais que eu esteja super bem ou na fossa, sempre procuro dividir esse sentimento apenas com as pessoas em quem realmente confio. Vai mudar alguma coisa se estiver ferrada e os outros pensarem que vc é a última bolacha do pacote?? Não estou querendo dizer que é legal se fazer de coitado. Pelo contrário, esse tipo de gente acaba sendo vista como chata e conformada. O que estou dizendo é que, não importa se está super bem ou super mal, não vejo necessidade em sair por aí com anúncios na testa de como está seu estado de espírito. Se as pessoas se preocupassem mais em agradar quem amam ao invés de fazer questão que todos os seres do universo paguem um pau pra elas, a vida seria mto mais light para todos.

2 de junho de 2007

Recebi o texto por email e resolvi postar. Apesar de ser adepta da depilação quase que total, tenho que frisar que só as mulheres usuárias da tal cera sabem o que representa essa dor!!! Ahahahaha... o bom é que com o tempo a gente acostuma. "Tenta sim. Vai ficar lindo!". Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética. - Oi, queria marcar depilação com a Penélope. - Vai depilar o quê? - Virilha. - Normal ou cavada? Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito. - Cavada mesmo. - Amanhã, às... Deixa eu ver... 13h? - Ok. Marcado. Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas. - Querida, pode deitar. Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte. - Quer bem cavada? - É... é, isso. Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes. - Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda. - Ah, sim, claro. Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça). - Pode abrir as pernas. - Assim? - Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado. - Arreganhada, né? Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais. - Tudo ótimo. E você? Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas. - Quer que tire dos lábios? - Não, eu quero só virilha, bigode não. - Não, querida, os lábios dela aqui ó. Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo. - Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor. Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail. - Olha, tá ficando linda essa depilação. - Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto. Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça. - Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá? - Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada. Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir. - Vamos ficar de lado agora? - Hein? - Deitar de lado pra fazer a parte cavada. Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens. - Segura sua bunda aqui? - Hein? - Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda. Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria: - Tudo bem, Pê? - Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente. Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto. - Vira agora do outro lado. Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina. - Penélope, empresta um chumaço de algodão? Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente. - Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha. - Máquina de quê?! - Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol. - Dói? - Dói nada. - Tá, passa essa merda... - Baixa a calcinha, por favor. Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável. - Prontinha. Posso passar um talco? - Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha. - Tá linda! Pode namorar muito agora. Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio www.preserveaspeludas.com.br!

21 de maio de 2007

Não sei como ainda me surpreendo com certas palhaçadas masculinas. Pelo menos dessa vez não foi comigo, e sim com uma amiga. Com meu palhacinho está tudo bem, obrigada. Há algum tempo uma amigona estava saindo com um cara. Ele já tinha pedido pra namorar, mas ela não estava tãoooo a fim. Até tentava se apaixonar, pq ele era legal e sua companhia era bem agradável, mas ainda não sentia que aquilo tudo merecia um passo maior. Por experiência própria eu deveria ter dito a ela, quando pediu meus conselhos, que esse negócio de "tentar se apaixonar" geralmente não dá certo, mas tudo bem. A palhaçada maior ainda estava por vir. Nesse último fds ele passou na casa dela, tinham combinado de sair. O artista chegou logo dizendo que estava com um nó na garganta e precisava contar algo a ela: ele tinha namorada!!!!!!! Depois da confissão, ainda disse que terminaria com a outra porque não queria perdê-la e blá blá blá blá blá... como assim, cara pálida??? Das duas uma: ou ele, ao mesmo tempo que foi sem vergonha, foi mto burro por contar sem ao menos tentar terminar com a outra -- nesse caso minha amiga nunca ficaria sabendo e poderia até continuar com ele por um bom tempo --, ou não teve coragem de terminar e jogou essa conversinha fresca pra cima da minha amiga pra "pescar" se ela aceitaria ser a outra. Mas é mta desfaçatez mesmo! Por sorte o palhaço entrou em ação e abriu logo o jogo sobre sua falta de vergonha na cara. Caso contrário, se bem conheço minha querida amiga, mais cedo ou mais tarde ela até poderia acabar dando uma chance e aceitando o pedido de namoro, sem nem saber que tinha sido enrolada logo no começo do "relacionamento".

12 de maio de 2007

Sabe quando surge uma inspiração assim, de repente? Não sei explicar, mas hoje acordei super mal humorada (pudera, "aqueles dias" são terríveis, qualquer mulher pode confirmar oq estou dizendo) e em poucas horas estava alegre e saltitante, sem motivo aparente. E, juro, não tem nada a ver com as cervejas que eu tomei no almoço... ahahahaha Coisas boas começaram a surgir na minha cabeça, deu até vontade de ouvir uma musiquinha tipo Diamonds on the Inside e agradecer as coisas boas que me foram dadas. De repente percebi que tudo na minha vida tinha que ter acontecido exatamente do jeito que aconteceu, porque se não fosse assim, talvez nem fosse tão maravilhoso. As vezes a gente se revolta ao passar por situações chatas, momentos desesperadores e cheios de aflição, mas depois vem algo bom e reconfortante. Se for analisar o custo-benefício, acaba sempre valendo a pena.

21 de fevereiro de 2007

Só quem já passou por isso sabe a emoção de uma pessoa durante sua colação de grau. Enquanto toda aquela baboseira é dita pelo reitor e a maioria das pessoas torcem pra que a cerimônia não se estenda por mto tempo, um filminho vai passando pela cabeça do sorridente formando. E nele surgem cenas ocorridas desde o início dessa etapa tão maravilhosa da vida, que acabou de ser superada com todo o orgulho do mundo. Senti tudo isso e muito mais há quase uma semana, quando pude dizer que realmente sou jornalista, com alegria e satisfação. Depois de mais de uma hora sorrindo freneticamente, como se tal expressão (apesar de super voluntária) tivesse sido engessada na minha boca, recebi o canudo e pude correr pro abraço. Mais uma etapa vencida!!!!!

17 de setembro de 2006

Homens e macacos Há alguns dias, verificando meu orkut, dei de cara com um scrap do meu ex-ex-namorado. Levei um susto logo que vi aquela fotinho com cara de pastel, mas ao ler o recado, fiquei ainda mais confusa, sem entender oq o pobre quis dizer. Era mais ou menos assim: "oie... tô passando pra xeretar... como é bom ver você feliz assim... beijos!!!!!!" Ãn, como assim???? Estaria ele querendo dizer que minha felicidade era algo surpreendente? Logo eu, que sempre fui conhecida como a menina alegre e saltitante, que mesmo quando estava com problemas desfilava com um semblante sorridente. Ou será que ele passou pra ter certeza de que eu não estava abalada pelo fim do nosso lindo namoro de três meses, depois de quatro anos que terminamos? Ahahahahahahahahaha as pessoas sabem ser engraçadas qdo querem!

16 de setembro de 2006

Li por aí, achei lindo, agradeci o presente que recebi há um ano e meio, e copiei: ..." Encontre um homem que te chame de linda em vez de gostosa... Que te ligue de volta quando você desligar na cara dele.. que permaneça acordado só para observar você dormindo... Espere pelo homem que te beije na testa... Que queira te mostrar para todo mundo mesmo quando você está desarrumada, suada... Um homem que segure sua mão na frente dos amigos dele... Que te ache a mulher mais bonita do mundo mesmo quando você está sem nenhuma maquiagem e que insista em te segurar pela cintura... Aquele que te lembra constantemente o quanto ele se preocupa com você e o quanto sortudo ele é por estar ao seu lado...e principalmente aquele que te faça sorrir sempre... Aquele que vire para os amigos e diga "É ela " ..."

7 de agosto de 2006

Muito me admira uma emissora como a Tv Globo, que se diz tão séria, convidar um candidato à presidência da República para uma entrevista e ficar fazendo ataques a ele o tempo inteiro, deixando escancarado seu apoio (muito bem pago) ao outro candidato. Infelizmente o povo prefere ser representado por um imbecil que diz que não lê, porque ler "é mais chato que fazer exercício na esteira". Nem de longe essa anta nordestina saberia responder a ataques assim com tanto jogo de cintura, calma e segurança, como fez o Alckmin. *Não dá pra esquecer das vaias à Fátima Bernardes, que além de pau-mandado, ainda aparece despreparada, em rede nacional, atropelando o marido nas perguntas, não parando os ataques nem pra respirar. Entrevista a gente aprende a fazer em qualquer faculdade meia-boca de Jornalismo.

5 de agosto de 2006

Odeio pessoas se aglomerando ao meu redor em qualquer meio de transporte. E não é só em ônibus ou metrô... viajar de avião também sempre me tira do sério. Aliás, se eu disser a vcs que vivo enfiada em ônibus ou qualquer outro transporte coletivo, vou estar mentindo. E prefiro que me achem metida a usar da hipocrisia, inventando episódios com altas doses de humildade. Eu não sou rica (quem me dera...), estou longe de ser, mas tenho meu carrinho popular, motor 1.0, nada de luxo. E sinto o maior prazer em poder pegar meu carro e ir aonde bem entender, quando bem quiser. Vcs devem achar engraçado que alguém reclame de viajar de avião, mesmo que hoje em dia -- quando se vende passagem até a R$ 1 -- isso já não tenha mais glamour algum. Acontece que minhas viagens aéreas são meio freqüentes, porque meu noivo mora há mil quilômetros de distância da minha cidade. E a cada uma delas, pego implicância com alguma coisa e venho o caminho inteirinho, do aeroporto pra casa, me lamuriando a quem quer que tenha ido me buscar. Um dia é alguém sentado no meu lugar (não, eu não tenho coragem de mandar sair); outro é alguém do meu lado, que não cala a boca quando eu estou tentando ler; crianças chorando, então... odeio! A última vez em que viajei, na semana passada, um gordinho nada simpático reclinou todo o banco em cima de mim e, como se não bastasse, ficou o tempo inteiro se mexendo freneticamente e me dando pancadas com aquela poltrona. A minha vontade era levantar e dar um soco na cara daquele inconveniente, mas é claro que eu nunca me arriscaria a briga com alguém que tinha o dobro do meu tamanho. Quem sabe um dia eu tenha dinheiro pra comprar a Varig e ter vááááários aviões só pra mim. Enquanto isso...

6 de julho de 2006

Sentir-se fora do habitat natural na sua própria casa é uma das piores coisas que pode acontecer com uma pessoa. Nos últimos tempos, é isso que me ocorre. A cada dia me convenço mais e mais que aquela casa não é meu lugar. Não pela casa, de forma alguma. Lá sempre tive conforto e comodidade, não posso reclamar. Mas algumas coisas que acontecem dentro desse lugar que chamo de lar me deixam indignadíssima! O que mais me tira do sério, na verdade, é lidar com uma irmã adolescente. Apesar de que, acredito eu, 18 anos já seja uma idade pra deixar de lado essas manias "aborrecentes". Não gosto de ver minha irmã tentando enrolar minha mãe pra tirar cada vez mais dinheiro dela, mesmo sem fazer nada por ninguém lá em casa e nem por ela mesma. Bater perna o dia inteiro e só passar em casa pra comer e pegar dinheiro é sua rotina. Apesar de nem pensar em trabalhar e estar atrasada no colégio (que, mesmo sendo o mais caro da cidade e custando mais que minha faculdade, ela freqüenta no máximo duas vezes por semana), é a pessoa mais consumista do mundo e a mais gastadora da casa. Pra completar, minha querida irmã enche a casa de amigos todo final de semana e deixa toda a bagunça das festinhas pra outras pessoas (no caso, eu) limparem, já que não temos empregada aos sábados e domingos. Eu, quando não viajo, passo os fins de semana como a "Solineuza" da família, pra poupar um pouco minha mãe. Estar na mesa almoçando e ver chegar uma criatura que torce o nariz pra comida todos os dias e passa o resto do dia reclamando de doenças (inexistentes) também é algo que não me agrada. Mas existem pessoas que não admitem ser repreendidas nunca, pois preferem continuar no egoísmo e na vadiagem pro resto da vida. É muito mais fácil, não é? Ainda mais quando, mesmo sendo assim, a garota sempre dá a última palavra, decidindo tudo que acontece em casa, desde onde fica a televisão, até quem vai almoçar em casa. Não tenho muita vontade de ter filhos, mas se um dia tiver, vou fazer uma lista enumerando várias atitudes da minha mãe, pra não tê-las com meus filhos. Ela é muito boa, maravilhosa mesmo. Mas esquece que todas essas regalias agora só vão atrapalhar a gente no futuro. Tenho pena da minha irmã, porque essa vai sofrer muito quando cair na real e for obrigada a levar uma vida como a de qualquer reles mortal. Eu, graças a Deus, vou pra casa do meu namorado esse finde. E só volto daqui a três semanas. Pobres dos que ficam.

4 de julho de 2006

Poucas são as mulheres que realmente sabem ser amigas. É por isso que eu não sou muito fã de amizades femininas. As mulheres são venenosas, vingativas, traiçoeiras, invejosas, rancorosas, entre outras coisas. Não que os homens sejam santos, mas a verdade é que a maioria deles não costuma se apegar muito a pequenos detalhes. Eles também não têm o hábito de fazer tempestade em copo d'água e brigar por qualquer motivo. Recentemente tive uma briga com uma triste figura que considerei amiga por algum tempo. Descobri que não adiantou aproveitar meus contatos pra arrumar um emprego bom a ela, quando estava na pior, porque o fato de ela não estar na melhor fase de sua vida (em quase todos os aspectos) fez com que se tornasse uma pessoa frustrada. E ver as amigas bem é algo que ela não aceita. Não gosto de gente que tenta se passar por vítima ao invés de assumir os erros. Tentar jogar a culpa nos outros pelos próprios fracassos é algo que considero lamentável. Graças a Deus me afastei a tempo dessa criatura e hoje posso dizer com certeza que não sinto a menor falta. As poucas amigas mulheres que tenho são as melhores. Mas homens, na minha opinião, continuam sendo muito mais confiáveis.

30 de junho de 2006

Gente, onde o mundo vai parar frente a esse desespero? Será que é exagero da minha parte ou as pessoas estão ficando loucas nessa busca tão desenfreada por um corpo perfeito? Ontem, na academia, não pude deixar de pensar nas razões que levam uma pessoa a se estrepar na esteira por horas. Eu, que costumo fazer meus modestos 30 ou 40 minutos de caminhada todos os dias, já me considero um exemplo de força de vontade por conseguir sair de casa vestindo uma calça gelada de ginástica em pleno inverno, a temperaturas de cinco ou seis graus. O que me deixou mais indignada foi ver uma mulher de cerca de 30 anos, que já estava correndo freneticamente na esteira quando eu cheguei (sabe-se lá Deus há quanto tempo ela já estava naquela maratona), e lá permaneceu quando eu saí, depois de 40 minutos. Detalhe: ela estava COR-REN-DO!!!!!! E correndo em altíssima velocidade! Como se não bastasse a tal mulher, quando fui fazer abdominais, dei de cara com uma menina em torno dos 18 ou 20 anos, que também estava lá fazendo milhares de abdominais desde que eu havia entrado na academia. Eu fiz uns 250 e me dei por satisfeita, mas ela continuava lá, firme e forte. Só sei que fui embora depois de quase duas horas na academia e ela ainda estava fazendo seus milhões de abdominais. Posso não ter nada a ver com a absessão de desconhecidos pela malhação, mas me intriga o fato de mta gente não respeitar os limites do próprio corpo só pra desfilar uma barriguinha sarada ou uma perna durinha... e olha que eu sou super vaidosa. Vou continuar fazendo minha meia hora de esteira e meus 250 abdominais. Só resta torcer que a força da gravidade conspire a meu favor.