sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O desânimo tem imperado por aqui, nos últimos dias. Por isso passei um tempo sem postar. Não só por isso, também pq estava viajando. Quando voltei pra casa, tive a péssima notícia: Tio Mala e Mogli, o Menino Lobo, estavam a caminho.
As vezes me sinto um monstro por falar assim, pq esse meu tio ficou viúvo há pouco mais de um ano, com um filho de três anos de idade, e imagino que isso não deve ser pouca coisa. Mas nem pensar nisso me dá a paciência necessária pra aturar essa criança (meu primo) sem precisar de umas duas aspirinas. Eles moram há cerca de 500 km da minha cidade e, a cada poucos meses, resolvem ligar pra dizer que estão vindo passar uns dias na nossa casa.
Mogli é o apelido dado por mim e pela minha irmã, porque ele mais parece um animal selvagem que uma criança. É claro que a culpa é toda do Tio Mala, que faz tuuuuudo o que um pai não deveria fazer. Ontem, como todas as vezes em que eles vêm pra cá, a hora do banho do menino é o maior berreiro. Ele grita, esperneia, meu tio grita mais alto, fala todos os palavrões do mundo, e a casa parece tremer por pelo menos 20 minutos. É a maior gritaria, barraco total, ninguém agüenta e, mesmo assim, meu tio não parece sentir o menor constrangimento pela situação criada.
Entre as coisas irritantes que acontecem qdo o Tio Mala está aqui (além da total falta de privacidade), é a mania que ele tem de ficar pedindo mil coisas e dando palpite enquanto fazendo. Tipo o dia em que pediu que eu fizesse café depois do almoço. Aí sentou do lado do fogão e ficou dizendo: "sabe que, qdo a água ferve, não dá pra usar pro café? Tira o sabor...". Dá vontade de mandar tomar lá onde não pega sol, sinceramente.
Mogli é a criança mais mal educada da face da Terra. E acredito que, se eu tivesse um filho assim, que não soube educar e sob quem não tenho o mínimo controle, não teria coragem de me hospedar na casa de outras pessoas. Teria vergonha, certamente. Pra completar, não tem uma comida que é colocada na mesa, que ele não diga que não quer comer. Além de não querer, fecha a cara e faz bico, típico de crianças mimadas e insuportáveis. Agora vou descer pra comer a pizza que ele acabou de berrar (sim, ouvi do meu quarto, com a porta fechada) que não vai comer. E imagino que ele está, nesse momento, assim como na hora do almoço, sentado no chão, gritando e chorando.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

O aeroporto no qual geralmente embarco com destino a São Paulo está sempre lotado de gringos. Quando não tenho muito o que fazer por lá (além de esperar, relaxar e gozar), costumo dar uma olhada ao meu redor pra tentar me divertir. Não sei o que leva essa gente a ser tão brega e tão mal vestida. Devem achar que o Brasil é selva, não é possível! A maioria faz o tipo Indiana Jones, com aqueles shortinhos cáqui, câmera fotográfica pendurada no pescoço, chapéu esquisito, meião branco...
As mulheres são horrorosas, geralmente gordas e com bochechas rosadas; cabelo despenteado, preso de qualquer jeito em um coque no alto da cabeça; shortinhos curtos e, pra finalizar, chinelos Havaianas -- que elas acham super chiques!!! O cheiro sempre é péssimo, não sei por que essa gente odeia tanto um bom banho.
Tudo bem que hoje em dia viajar de avião não tem mto glamour e que os aeroportos mais parecem rodoviárias. Mas nem por isso eu desfilaria de chinelão de dedo pelos corredores, como se estivesse na praia. Acho que o mínimo de bom senso não mata ninguém.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Skol Lemon

Ontem me peguei pensando se ainda existe essa cervejinha sem vergonha. Se me perguntassem se deveria continuar sendo fabricada, eu não teria dúvida: N-Ã-O! Definitivamente não! Poderia, inclusive, dizer que essa foi a pior invenção cervejística dos últimos 100 anos (no mínimo).
Criaram uma cerveja pra quem não gosta de cerveja. Sim, porque quem gosta não tem coragem de tomar uma long neck sequer dessa porcaria. Não tem nada a ver com cerveja, nem de longe lembra o gosto real dessa magnífica bebida. Parece alguma coisa misturada com molho agridoce. Ao invés de fazer apenas uma adaptação, a Skol pecou em adocicar o negócio a ponto de perder o sabor característico da loira gelada (ok, pareço um homem falando assim ahahahahaha mas confesso que adoro cerveja).
Lembro qdo vi a propaganda da Skol Lemon pela primeira vez. Deu aquela vontade louca de experimentar. Um dia, chegando em São Paulo, recebi uma ligação do meu namorado. A caminho do aeroporto, ele contou que havia passado em um posto pra abastecer o carro e aproveitou pra comprar dois kits long neck de Skol Lemon, pra gente experimentar. Engana-se quem me achar mto dramática, mas a verdade é que foram os reais mais mal gastos de sua vida. Aquelas garrafinhas passaram meses na geladeira, até que alguém resolveu dar um fim a elas (só não me perguntem qual foi).
Não conheço um cristão que tenha aprovado essa triste idéia da Skol e até a considero uma ofensa aos fãs de cerveja. Espero que ela não mais exista, espero não ter que encarar essa frustrada criação quando estiver andando de forma serena e distraída por um supermercado. Até cerveja Belco deve ser melhor que isso.